sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Em pról da vida

                    DOE SANGUE

Estive no dia 22OUT2010, no HEMORIO. Fui por uma necessidade familiar. Minha irmã precisou fazer uma cirurgia e teve necessidade de apresentar doadores de sangue do tipo O (-). Vendo a correria de minha irmã para operar, percebi a importância da doação de sangue. Quando você está em um hospital para passar por uma cirurgia, o hospital precisa ter o seu sangue na sala de cirurgia por uma emergência que possa surgir. Mesmo que ela não venha usar, mas é preciso estar lá. Uma outra coisa que percebi, que o sangue é para o hospital e não para o paciente que envia os doadores. Explicando melhor: minha irmã enviou 6 doadores para que ela pudesse operar, mas se aparecer pessoas em estado de emergência maior que o de minha irmã, aquele sangue que seria destinado a ela, será usado para salvar aquela vida necessitada. Então novamente uma correria para achar mais doadores.

Porque isso acontece? Por que, o banco de sangue do HEMORIO, esta baixo, precisando de doadores, e nós podemos mudar isso.

Ao chegar no HEMORIO, no dia marcado eu me sensibilizei com a situação. Meus amigos é muito, mas muito importante que você entenda a necessidade de doar sangue.

Gostaria de fazer algumas observações:

Primeiro: É muito gratificante para nós que doamos. Ao sair de lá depois de um excelente lanche rsrsrs eu me senti muito melhor e com minha consciência mudada. Serei doador de sangue de três em três meses e com uma meta rsrsrsrsr QUERO AQUELA CARTEIRINHA rsrsrs de doador, que você recebe depois da terceira doação.

Segundo: Não muda nada em nossa vida e em nossa saúde, até porque 24 horas depois você esta totalmente recuperado do sangue que foi retirado.... E além do mais você recebe o dia de trabalho, através de uma declaração de comparecimento ao HEMORIO.

Terceiro: É nosso papel como Filhos de Deus que somos. Salvar vidas é nossa meta. Cristo derramou seu sangue por nossa vida. Através daquele sacrifício, eu fui remido de meus pecados por causa da doação em sacrifício do sangue de Cristo no Calvário. Vamos doar e ajudar alguém que precisa. Sabe quando você vai ter noção desta importância? Quando você tiver necessitado de alguém, para doar sangue para você ou para o seu ente querido. Não estamos longe disso. Eu hoje pela graça de Deus não estou precisando, mas amanhã poderei precisar e tenho o apoio do Hemorio ao meu favor. Sejamos amigos do Hemorio. DOE SANGUE.

Quarto: Você recebe um número com senha para pegar o seu exame que é grátis para saber como está o seu sangue.

ORIENTAÇÕES AO DOADOR
- Não precisa estar em jejum para doar o sangue, só é preciso você evitar de comer muita gordura num período de duas horas antes da doação.
- Não deixe de lanchar após a doação. O HEMORIO tem um excelente lanche.
- Não desenvolver esforços físicos que exijam grande concentração e gerem riscos de vida, tais como pilotar avião ou trabalhar em andaimes, nas primeiras 24 horas.
- Evitar carregar peso com o braço da doação por 24 horas.

Endereço do HEMORIO:
Rua Frei Caneca, 8 – Centro – Rio de Janeiro – Tel: (21) 2332 8611 – www.hemorio.rj.gov.br

Estarei aqui de volta em três meses. Um abraço

Pr. Gualter Guedes

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

JESUS OU BARRABÁS - QUAL SUA ESCOLHA

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha, de ser honesto”  (Senado Federal, RJ. Obras Completas, Rui Barbosa. V.41, t.3, 1914, p.86) 




Infelizmente este texto acima escrito por Rui Barbosa, tomou vulto nos nossos dias, às pessoas perderam o sentido da vergonha, da honestidade, da sinceridade, do pecado. Estamos vivendo numa época onde muitas das vezes as atitudes erradas têm mais valores do que as corretas. Pessoas cometem torpezas, e acham que tudo esta bem, o temor do Senhor saiu dos corações dos homens e com isso as pessoas vão se separando cada vez mais de Cristo que é o antônimo de tudo o que é errado. O que podemos fazer para ganhar o poder? Quando a quantia de dinheiro bate em nossa porta, encaminhado é lógico, pela mão do erro. O que estamos prontos a fazer para colocar a mão nele? “Barrabás ou Cristo?” Tenho certeza do que vou dizer, por que estou vendo. Muitas pessoas que se dizem crentes e até Pastores, escolhendo a Barrabás. Aceitando dinheiro do erro, aplaudindo as obras erradas e acreditando na inverdade, como se tudo isso fosse normal!

Quando escolhemos Barrabás, fazemos parte da multidão que foi curada, foi alimentada e cuidada por Jesus, mas só queremos de Jesus o que é bom. A glória de estar na frente da Igreja (pastores presidentes), de ser grande pregador, andar de avião para cima e para baixo, ficar em grandes hotéis e receber até grandes ofertas. Vimos pela internet pessoas em nome de Jesus, profetizando e viajando por vários países, através de conhecimentos adquiridos pelo ORKUT, (publicado no Blog do Pr. Ciro Sanches) pessoas mudando seus conceitos por causa de grandes somas de dinheiro, quem sabe até vendendo sua alma para Satanás por causa de quantias vultosas, achando que nunca estarão diante do Rei dos reis. Nossos governos, Legisladores, políticos e até a justiça, esquece o que é certo e aceita o errado, os bandidos de ontem são nossos heróis de hoje.

Temos esta tendência ao erro, apóstolo Paulo escreveu em sua Carta ao Romanos 7.14-24 “14 Bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido como escravo ao pecado. 15 O que faço não o entendo. Pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. 16 E, se faço o que não quero  consinto com a lei, que é boa. 17 De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mm. 18 Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum. Com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. 19 Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço. 20 Ora, se eu faço o que não quero, já não o faço eu, mas o pecado que habita em mim. 21 Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. 22 Pois segundo o homem interior, tenho prazer na Lei de Deus, 23 mas vejo nos meus membros outra lei que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que  está os meus membros. 24 Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?”

Escolhendo a Barrabás estará morto realmente. Mas se voltar para Jesus, autor e consumador de nossa fé, Êle pode mudar sua vida e transformar o que é errado no certo, devolver os valores perdidos, fugir da mentira que tem como pai o diabo e voltar para a verdade, porque a verdade é JESUS.  Só Êle pode fazer com que, o nosso irmão Paulo escreveu aos Romanos se modifique em sua vida.

Amados irmãos e amigos Pastores, precisamos nos santificar. (Ap. 22.11; Hb. 12.14) A santificação traz comunhão e nos separamos do mundo, que não nos pertence, e nos voltamos para Cristo. A santificação nos traz alicerce para mantermos o nome de Cristo como escolha, mesmo quando houver perigo (Mc. 8.35). Mesmo no prejuízo de nossa vida, nunca escolha Barrabás, esteja sempre com Jesus, porque o perder com Cristo é ganho. Lembra-se do ladrão da Cruz, estando perto da morte, ganhou a entrada para o céu. Quero morrer com Cristo, por Cristo e para Cristo. Não quero Barrabás. Minha vida é de Jesus, minha casa é de Jesus, meus conceitos são os conceitos de Jesus. Quero viver com Jesus e para Jesus. Minha vida é dÊle, minha casa é dÊle e sem Êle não dá. Quero Canaã e não o Egito. Quero viver simples, mas cheio da graça de Deus e do seu Espírito em minha vida. Quero poder falar do Diabo sem temor de ele me jogar na cara alguma coisa. Errei, sim errei. Mas o meu passado é passado. Êle me perdoou pelo meu pecado, hoje sou lavado e remido no sangue do Cordeiro, que é o único que pode fazer isso. Levo o Evangelho da graça onde posso, alertando ao povo de Deus que a escolha tem que ser acertada. E que o texto do grande Rui Barbosa não se cumpra em minha ou em nossa vida, porque meus sentimentos e a minha mente, são os sentimentos e a mente de JESUS CRISTO. Glória ao meu Senhor.

QUEM VOCÊ ESCOLHE: JESUS OU BARRABÁS    

CUIDADO COM SUA ESCOLHA. POIS A MAIORIA SEMPRE ESCOLHE A BARRABÁS

PR. GUALTER GUEDES

sábado, 25 de setembro de 2010

O que fizemos em 2010

- 22 de agosto 
 Estivemos pregando na Assembléia de Deus em Vaz Lobo, Pastoreada pelo meu grande amigo Pr. JOSIEL.

SETEMBRO
- 10 de setembro 
Estivemos na Assembléia de Deus na Ilha do Governador, Pastoreada pelo grande homem de Deus Pr. Elizeu Menezes, com outros ministros, para tratar-mos de assuntos concernentes a candidatura do Pastor Elizeu, a Presidencia da CEADER, que se dará em março/2011. 



- 12 de setembro 
Estivemos na Assembléia de Deus de Praça Seca, pastoreada pelo meu grande amigo Pr. Natanael Castro. Foi uma grande noite, Deus nos visitou grandemente com sua graça.

- 16-17-18 de setembro 
Estivemos na cidade de Miguel Pereira, na 196ºAGO da CEADER. Na foto abaixo, um momento de descontração dos Pastores na Pousada onde ficamos hospedados.

- 19 de setembro 
Estivemos na Assembléia de Deus de Guadalupe, Pastoreada pelo meu amigo Pr. Dantas, congregação do campo de Bento Ribeiro, tendo como Presidente o Grande Pastor Horácio da Silva Junior.

Pr. Gualter Guedes com o Jovem Heitor (Presidente da Mocidade local)


- 24 de setembro 
Estivemos  na Assembléia de Deus em Araruama, no 49º Aniversário da Mocidade local. Pastoreada pelo grande homem de Deus, Pr. Itamar. Deus derramou seu poder sobre toda a mocidade naquele local.. Foi uma benção.


Pr. Gualter Guedes, Pr. Itamar (Pr. Presidente), Jovem Bruno (Presidente da Mocidade)


- 28 de setembro - Ig. Pentecostal Fonte de Água Viva em Sepetiba, Pastoreada pelo Pr. Izídio.

OUTUBRO
- 03 de outubro - Assembléia de Deus em Rocha Miranda, Pastoreada pelo Pr. Adilson Rangel

- 05 de outubro - Assembléia de Deus no Colégio, Pastoreada pelo nosso amigo Pr. José Luiz, Meus parabéns meu irmão pelo seu aniversário.


- 12 de outubro - Assembléia de Deus em Parada de Lucas, Pastoreada pelo meu amigo Pastor Sebastião Vigivi - Parabéns meu amigo, por seu aniversário.



- 14 de outubro - Assembléia de Deus no Pechincha, Pastoreada pelo Pr. Mizael Pedro, obrigado pelo seu carinho e hospitalidade Pr. Misael. Deus continue te abençoando.

- 17 de outubro - Assembléia de Deus de Xerém - Pastoreada pelo Pr. Lourival Machado

- 26 de OUTUBRO - Assembléia de Deus na Vila da Penha, Pastoreada pelo Pr. Alexandre Mahatma.


NOVEMBRO
- 07 de NOVEMBRO - Assembléia de Deus em Caxias, Pastoreada pelo Pr. Flávio Constantino.
Foi um excelente culto meus irmãos. Deus abençõe Pr. Flávio. Um abraço.

                                          Pr. Gualter,    Pb. Edson,   Pb Luiz, Pr. Flávio Constantino

- 09 de NOVEMBRO - Assembléia de Deus em Nova Iguaçu, Pastoreada pelo Pr. Ezequiel Cândido Pessoa.  Foi uma manhã muito gostosa na presença do Senhor.


- 12 e 13 de NOVEMBRO - Assembléia de Deus Missão em Marabá - PA, Pastoreada pelo Pr. SALES BATISTA e convidado pelo Pr. ARMANDO DUTRA (Confraternização de Departamentos)






- 16 de NOVEMBRO - Assembléia de Deus em Bangu, Pastoreada pelo Pr. Josermo Ferreira das Chagas

- 21 de NOVEMBRO - Assembléia de Deus em Padre Miguel, Pastoreada pelo Pr. Eliezer Germano. (Culto Evangelistico)

- 23 de NOVEMBRO - Assembléia de Deus  em Padre Miguel, Pastoreada pelo Pr. Eliezer Germano de Sá (Oração da Coordenadoria)


DEZEMBRO
-05 de DEZEMBRO - Assembléia de Deus em Bento Ribeiro, Pastoreada pelo Pr. Walter Leite

- 18 de DEZEMBRO - Igreja Ev. Trindade de Deus,. Pastoreada pelo Pr. Abel de Azevedo / Cidade de Maiquinique - Bahia


- 19 até 26 de DEZEMBRO - Igreja Ev. Casa de Oração, pastoreada pelo Pr. José Lúcio / Cidade de Itarantim - Bahia




- 28 de DEZEMBRO Igreja Ev. Trindade de Deus, Pastoreada pelo Pr. Abel de Azevedo / Cidade de Maiquinique - Bahia


- 29 de DEZEMBRO - Igreja Ass. Deus Ebenézer, Pastoreada pelo Pr. Robério / Cidade de Maiquinique - Bahia



terça-feira, 14 de setembro de 2010

Filhos são como navios.....

"Instrui ao menino no caminho em que  deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele." Provérbios 22.6


Ao olhar um navio no porto, imaginamos que ele esteja em seu lugar mais seguro, protegido por uma forte âncora.

Mal sabemos que ali, está em preparação, abastecimento e provisão para se lançar ao mar, ao destino para o qual foi criado, indo ao encontro das próprias aventuras e riscos.

Dependendo do que a natureza lhes reserva, poderá ter que desviar da rota, traçar outros caminhos ou procurar outros portos.

Certamente retornará fortalecido pelo aprendizado adquirido, mais enriquecido pelas diferentes culturas percorridas. E haverá muita gente no porto feliz à sua espera.
Assim são os FILHOS. Estes tem nos PAIS o seu porto seguro até que se tornem independentes.

Por mais segurança, sentimentos de preservação e manutenção que possam sentir junto aos seus pais, eles nasceram para singrar os  mares da vida, correr seus próprios riscos e viver suas próprias aventuras.

Certo que levarão consigo os exemplos dos pais, o que eles aprenderam e os conhecimentos da escola, mas a principal provisão, além das materiais, estará no interior de cada um.

A CAPACIDADE DE SER FELIZ.
Sabemos, no entanto, que não existe felicidade pronta, algo que se guarda num esconderijo para ser doada, transmitida a alguém.
O lugar mais seguro que o navio pode estar é o porto. Mas ele não foi feito para permanecer ali.
Os pais também pensam que sejam o porto seguro dos filhos, mas não podem se esquecer do dever de prepará-los para navegar  mar a dentro e encontrar o seu próprio lugar, onde se sintam seguros, certos de que deverão ser, em outro tempo, este porto para outros seres.
Ninguém pode traçar o destino dos filhos, mas deve estar consciente de que na bagagem devem levar VALORES herdados como: HUMILDADE, HUMANIDADE, HONESTIDADE, DISCIPLINA, GRATIDÃO E GENEROSIDADE.
Filhos nascem dos pais, mas devem se tornar CIDADÃOS DO MUNDO. 
Os pais podem querer o sorriso dos filhos, mas não podem sorrir por eles. 
Podem desejar e contribuir para a felicidade dos filhos, mas não podem ser felizes por eles.

A FELICIDADE CONSISTE EM TER UM IDEAL PRA BUSCAR E TER A CERTEZA DE ESTAR DANDO PASSOS FIRMES NO CAMINHO DA BUSCA.
Os pais não devem seguir os passos dos filhos e nem devem estes descansar nos que os pais conquistaram. Devem os filhos seguir de onde os pais chegaram, de seu porto, e, como navios, partirem para as próprias conquistas e aventuras.

Mas, para isso, precisam ser preparados e amados, na certeza de que: QUEM AMA EDUCA!

“COMO É DIFÍCIL SOLTAR AS AMARRAS!”




Içami Tiba  (extraído de um e-mail recebido) 

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

JESUS COMO O REI (João Cap. 12)

I.                    CRISTO E SEUS AMIGOS (12.1-11)
Enquanto os líderes judeus tramavam para matar Cristo (11.53, 57), os amigos dele o honravam com uma ceia, em Betânia. Marcos 14.3 indica que a ceia foi na casa de Simão, aparentemente um leproso que Jesus havia curado. Marta serviu a refeição, porém dessa vez não tinha nada de agitação e da frustração que demonstrara antes. (Veja Lc. 10.38-42). Ela aprendera o segredo de deixar Cristo controlar sua vida. Como já mencionamos, Marta representa o serviço para Cristo, Maria, a adoração (no Evangelho, ela está sempre aos pés de Jesus), e Lázaro fala de nosso caminhar e do nosso testemunho.
O bálsamo que Maria usou custava um ano de salário de um trabalhador comum. Maria reservou-o para ungir Cristo e mostrar seu amor. Como é muito melhor seu amor. Como é muito melhor demonstrar o amor que sentimos pelas pessoas antes que elas morram! Ela poderia ter usado esse bálsamo no irmão quando ele morreu, mas ela guardou o que tinha de melhor para Cristo. Sempre há um crítico para reclamar quando um crente demonstra seu amor por Cristo. O coração de Judas não era justo, portanto sua boca dizia coisas erradas. Veja como Cristo (nosso advogado – 1 Jo. 2.1) defende Maria. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Veja também Zc. 3, em que Satanás acusa Josué, e o Senhor o defende.)
Devemos seguir o exemplo de devoção de Maria. Ela oferece o seu melhor, ela oferece em profusão, ela oferece apesar da crítica, ela oferece com amor. Cristo honrou-a por sua adoração (veja Mc. 14.7) e defendeu-a dos ataques de Satanás. 

II.                  JESUS E OS GENTIOS (12.12-36)
No nascimento dele, vieram gentios do oriente; em sua morte, os gentios vêm de novo. Por que João os menciona nesse ponto? Porque agora o Rei foi rejeitado por Israel. Os judeus disseram: “Mestre, queremos ver de tua parte algum sinal”  (Mt. 12.38); no entanto, os gentios disseram: “Nós queremos ver Jesus !”. Filipe tinha nome grego, por isso os visitantes que queriam ver Jesus foram a ele, e ele levou o assunto a André, que também tinha nome grego. (Nota: em todas as passagens do evangelho de João em que André aparece, ele está levando alguém até Jesus: veja 1.40-42; 6.8-9 e 12.22. Que exemplo de ganhador de almas!).
Cristo menciona os gentios quando fala de ser “levantado” na cruz. Em Mateus 10.5 e 15.24, Cristo ensinou seus discípulos a evitar os gentios; todavia, agora ele diz que os gentios também serão salvos pela cruz. Cristo é o grão de trigo que deve morrer antes de frutificar e dar ao mundo a oportunidade de ser salvo.
Cristo tinha que ser levantado para que “todos” (v. 32, judeus e gentios) fossem atraídos a ele. Isso não significa todas as pessoas, sem exceção, mas todas as pessoas independentemente da raça. Mais uma vez, Cristo menciona “a hora” (vv. 23, 27). Em 2.5, foi sua primeira menção a isso, e em 7.30, 13.1 e 17.1, ele mencionar isso de novo. Trata-se da hora da morte dele, mas ele chama-a de hora de sua glória! Repare que Cristo convida “alguém” (v. 26). O chão é plano aos pés da cruz, quer dizer, nem judeus nem gentios têm qualquer vantagem especial. “Todos pecaram [...] não há justo[s]” (Rm. 3.23, 10). 

III.               CRISTO E OS JUDEUS (12.37-50)
As últimas palavras do ministério público de Cristo (vv. 35-36) foram uma advertência terrível contra deixar passar a oportunidade de salvação. Veja a cena: “Jesus disse estas coisas e, retirando-se, ocultou-se deles”. Nos versículos seguintes, o apóstolo João explica por que Cristo escondeu-se e por que os judeus estavam condenados.

Para início de conversa, eles rejeitaram a evidência (v. 37). A luz tinha estado acesa, mas eles se recusaram a crer na luz e a segui-la. Observe os resultados terríveis da rejeição continuada à Palavra de Cristo (vv. 37-41):
(1)     Eles não creram (v. 37), apesar de ver as evidências de sua filiação divina.
(2)     Eles não podiam ver (v. 39) porque o coração deles endureceu, e seus olhos ficaram cegos.
(3)     Por isso, Deus disse: “Não podiam crer” (v. 39) porque rejeitaram a graça dele!

Isaías 53.1 predisse a descrença deles, e Isaías 6.10, a dureza do coração deles. Note que João  12.40, que cita Isaías 6.10, afirma que Deus cegou os olhos e endureceu o coração daqueles que insistem em rejeitar a Cristo! Encontramos esse versículo sete vezes na Bíblia, e em todas elas ele fala de julgamento: Is. 6.10, Mt. 13.14, Mc. 4.12; Lc. 8.10; Jo. 12.40; At. 28.26 e Rm. 11.8. Ele é uma advertência constante que lembra o não-salvo de não encarar suas oportunidades espirituais de forma leviana. “Enquanto tendes a luz, crede na luz” (v. 36)! “Buscai o Senhor enquanto se pode achar” (Is. 55.6).

Mencionamos antes que João apresenta o conflito entre luz e trevas. A luz simboliza a salvação, a santidade, a vida; as trevas representam a condenação, o pecado, a morte. João fala de quatro tipos diferentes de trevas:
(1)     As trevas mentais (Jo. 1.5-8, 26). Satanás cega a mente do pecador (2 Co. 4.3-6), e este não pode enxergar as verdades espirituais.
(2)     As trevas morais (Jo. 3.18-21). O não-salvo ama o pecado e odeia a luz.
(3)     As trevas de condenação (Jo. 12.35,36). Se os homens não obedecem à luz, Deus envia as trevas, e Cristo esconde-se deles.
(4)     As trevas eternas (Jo. 12.46). “Permanecer” nas trevas significa viver para sempre no inferno.

Nos versículos 42-50, João cita Cristo e mostra por que muitas pessoas rejeitam a luz. Alguns rejeitam Cristo por medo dos homens (vv. 42-43). Ap. 21.8 apresenta uma lista dos tipos de pessoas que irão para o inferno, e os covardes encabeçam a lista. No vers. 48, Cristo afirma que a rejeição à Palavra de Deus leva à condenação. A salvação vem pela Palavra (Jo. 5.24), e a própria Bíblia que os homens rejeitam hoje será uma evidência contra eles no julgamento.
Esse capítulo encerra o registro de João sobre o ministério público de Cristo. É um capítulo solene. Mais uma vez, ele adverte-nos de não ousarmos brincar com nossas oportunidades espirituais. A luz não brilhará para sempre, pois Cristo, algum dia, se esconderá dos que não se preocupam com a salvação que ele nos oferece ou com a Palavra dele. Pv. 1.20-33 é um bom conselho ao qual devemos prestar atenção. 

Pr. Gualter Guedes

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

JESUS COMO O PRÍNCIPE DA VIDA (João Cap. 11)

Nesse capítulo, João apresenta o sétimo milagre. Aqui vemos a salvação retratada como a ressurreição da morte, a vida dada ao morto. Lázaro representa de sete maneiras a salvação do pecador perdido. Daremos uma olhada de perto em cada uma delas.

I.                   I - ELE ESTAVA MORTO (11.14)
O não-salvo não está apenas doente; está morto espiritualmente (Ef. 2.1-3; Cl 2.13). A pessoa não reage a coisas como alimento, temperatura ou dor quando está morta fisicamente. E quando está morta espiritualmente, ela não responde às coisas espirituais. Ela não se interessa por Deus, pela Bíblia, pelos cristãos ou pela igreja até que o Espírito Santo comece a atuar em seu coração. Deus advertiu Adão de que a desobediência traria morte (Gn 2.15-17) – morte física (a separação entre a alma e o corpo) e espiritual (a separação entre a alma e Deus). Apocalipse 20.14 chama o inferno de segunda morte, que é a morte eterna. Os pecadores mortos para os caminhos de Deus precisam de vida nova em Jesus Cristo, não de instrução, remédios, moralidade ou religião.

II.                  ELE ESTAVA EM DETERIORAÇÃO (11.39)
Os evangelhos registram três ressurreições além da de nosso Senhor. Cristo ressuscitou uma menina de 12 anos (Lc. 8.49-56), um rapaz que estava morto havia horas (Lc. 7.11-17) e um homem idoso que esteve sepultado por quatro dias (Jo. 11). Eles apresentam o retrato de três tipos distintos de pecadores:
a)       A Menina – As crianças são pecadores, mas a depravação escancarada ainda não se alojou em sua vida.
b)       O Rapaz – Os jovens são pecadores que começam a mostrar a depravação exterior.
c)       O Velho – Os adultos são pecadores cuja depravação exterior é visível.
O ponto é que os três estavam mortos. Uma pessoa não pode estar “mais morta” que outra. A única diferença consiste no grau de deterioração. Hoje, isso também não é verdade em relação aos pecadores? O membro da igreja que só se preocupa em demonstrar um comportamento moral não está “deteriorado” como a pessoa de rua, embora ainda esteja morto.

III.               ELE FOI RESSUSCITADO E FOI-LHE DADO A  VIDA (11.41-44)
Os amigos judeus das irmãs podiam apenas ser solidários e chorar. Coube a Cristo dar vida ao homem. Como Cristo deu-lhe a vida? Pelo poder de sua Palavra. Foi essa a maneira como ele ressuscitou as três pessoas mortas mencionadas acima (veja Jo. 5.24 e Ef. 2.1-10). Por que Cristo ressuscitou Lázaro? Porque ele o amava (vv. 5, 36) e porque isso trazia glória para Deus (v. 4). Foi por isso que ele nos salvou. Ele nos salvou por causa de seu grande amor, embora merecêssemos morrer e ir para o inferno. (Leia de novo Ef. 1.13-14 e 2.1-10).
Lembre-se que a salvação não é um conjunto de regras; é vida (Jo 3.14-21, 36; 5.24; 10.10; 1 Jo. 5.10-13). Uma pessoa é essa vida – Jesus Cristo. O pecador morto ganha a vida eterna quando ouve a voz do Filho de Deus (a Palavra) e crê (Jo 5.25). Rejeitar essa Palavra significa morte eterna.

IV.                ELE FOI DESATADO (11.44)
Lázaro tinha os pés e as mãos atados e não podia libertar-se sozinho. O crente não deve ficar preso pelas roupas mortuárias da vida antiga, mas caminhar na liberdade da nova vida. Leia Colossenses 3.1-17 com atenção para aprender como o cristão deve “despojar-se” das roupas mortuárias e revestir-se da “roupa da graça” da nova vida. O cristão que carrega consigo as coisas da vida antiga dá um testemunho pobre

V.                  ELE DÁ TESTEMUNHO PARA OUTROS (11.45)
Em João 11.45 e 12.9-11, 17, vemos que Lázaro causou bastante agitação na área! As pessoas o viram e creram em Cristo! Na verdade, ele era um milagre ambulante, da mesma forma que todo cristão também deve ser (Rm 6.4). A grande multidão que se juntou no Domingo de Ramos não estava lá apenas por causa de Cristo, mas também por causa de Lázaro. João 12.11 relata que as pessoas criam em Cristo por causa de Lázaro, todavia esse tipo de testemunho é o privilégio e o dever de todo cristão.

VI.                ELE TEVE COMUNHÃO COM CRISTO (12.1-2)
Ao olhar adiante, em 12:1-2, vemos Lázaro sentado à mesa com Cristo, ceando com ele. Esse é o lugar certo para o cristão que ele “ressuscitou, e [...] fez assentar [em] lugares celestiais em Cristo Jesus” Ef. 2.5-6). Lázaro mostrava sua gratidão pela misericórdia e pelo amor de Cristo ao passar um tempo com ele. Ele aprendeu com sua Palavra e recebeu novo poder para caminhar com Cristo e para testemunhar. O milagre da salvação nos dá vida eterna, todavia devemos comungar com Cristo todos os dias a fim de crescermos na vida espiritual.
É interessante notar que toda a família de Betânia demonstra como é a vida cristã. Maria está sempre aos pés de Jesus, escutando sua Palavra (Lc. 10.38-42; Jo 11.32; 12.3). Marta é o retrato do serviço; ela está sempre ocupada fazendo alguma coisa para Cristo. Lázaro fala de testemunho, o caminhar diário que leva outros a Cristo. Nossa vivência cristã deve incluir essas três práticas: adorar (Maria), serviço (Marta) e caminhar (Lázaro).

VII.             ELE FOI PERSEGUIDO (12.10-11)
Os judeus odiavam Lázaro porque ele convenceu outras pessoas da divindade de Cristo (12.10-11). Muitos dos principais sacerdotes eram saduceus e, por isso, não acreditavam na ressurreição, e Lázaro era a prova viva de que os saduceus estavam errados. Os sacerdotes teriam posto outra cruz no Calvário para Lázaro se não fossem dominados por Deus.  (“Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” – 2 Tm 3.12). Satanás sempre combate um milagre vivo que testifica a favor de Deus.

Pr. GUALTER GUEDES

sábado, 21 de agosto de 2010

Sete (7) Fundamentos para se ter um Casamento: Feliz e bem Sucedido.

"Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só: far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea. Havendo pois o senhor Deus formado da terra todos os animais do campo, e todas as aves dos céus, trouxe-os ao homem, para ver como este lhes chamaria; e o nome que o homem deste a todos os seres viventes, esse seria o nome deles. Deu nome o homem a todos os animais domésticos, as aves dos céus, e a todos os animais selváticos; para o homem tadavia não se achava uma auxiliadora que lhe se já idônea. Então o Senhor Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu: Tomou uma das suas costelas, e fechou o lugar com carne. E a costela que o Senhor Deus tomara ao homem transformo-a numa mulher e lhe trouxe. E disse o homem: esta afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne, chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada. Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne. Ora, um e outro o homem e a mulher estavam nus e não se envergonhavam." Gn 2.18-24

AFIRMAÇÃO: O casamento é uma instituição que foi Criada e elaborada por Deus.

PRIMEIRO FUNDAMENTO: CO-IGUALDADE
A mulher foi feita de uma costela tirada ao lado de Adão; não de sua cabeça para governar sobre ele, nem de seu pé para ser pisada por ele; mas de seu lado, para ser igual a ele, debaixo de seu braço para ser protegida, e perto de seu coração para ser amada.

SEGUNDO FUNDAMENTO: FIDELIDADE
O Mundo não acredita mais na fidelidade. Todavia, um casamento alicerçado neste princípio tem muito mais possibilidades de subsistir diante das pressões do dia a dia. A fidelidade é uma atitude "sine Qua non" para que se tenha um casamento feliz e bem sucedido.



TERCEIRO FUNDAMENTO: VERDADE
A verdade deve sempre prevalecer independente do conflito em questão. Aonde existe verdade existe confiança, e aonde existe confiança não existe possibilidade de incoerências e "achismos".   A Verdade é sempre forte, não importa quão fraca pareça, e a falsidade é sempre fraca, não importa o quão forte pareça.


QUARTO FUNDAMENTO: AMOR
Em I Co. 13.4-7, o autor fala: "O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.


QUINTO FUNDAMENTO: ALIANÇA
O que faz o casamento uma instituição duradoura, não são os bens que possuímos, as boas relações que desenvolvemos, ou o amor que temos um pelo outro. O que sustenta o matrimônio é a aliança que fazemos um com outro diante de Deus, familiares e amigos.

SEXTO FUNDAMENTO: COMPREENÇÃO
Compreensão e determinação: Existem 02 fatores que comumente agem de forma implacável e persistente sobre o casamento nos dias de hoje:
A incompreensão entre os cônjuges. Duas pessoas que se amam tem que desenvolver a habilidade de compreender uma à outra. Isto é, desenvolver uma atitude compreensiva e madura para com as fraquezas de seu cônjuge, não intencionando mudá-lo(a) com críticas ou insinuações maldosas. O casamento é um ajustamento Contínuo.
Falta de determinação de se permanecer casado. O casamento se mantém não pelo amor somente, mais sobretudo pela aliança feita pelo casal diante Deus.

SÉTIMO FUNDAMENTO: TER JESUS
Ter Jesus como âncora e socorro. Com certeza os conflitos virão, e ainda que nós desenvolvamos todos os princípios citados, sem Jesus, estamos fadados ao fracasso.

Pr. Gualter Guedes

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

JESUS COMO O BOM PASTOR (João Cap. 10)

      Os eventos da primeira metade desse capítulo (vv. 1-21) acontecem logo depois da expulsão do homem que fora cego, em 9:34, enquanto os ensinamentos da última metade (vv. 22-42) acontecem dois ou três meses depois. O simbolismo do pastor e de suas ovelhas amarra o capítulo como um todo.

1.        A    IMAGEM (1.1-6)
Esses seis primeiros versículos retratam o relacionamento do pastor com suas ovelhas. O versículo 6 chama esse retrato de “parábola”, mas a melhor palavra seria alegoria. Cristo apenas lembra às pessoas de como agem o pastor e as ovelhas. Mais adiante no capítulo, ele faz uma aplicação mais direta.
No Oriente Médio, o aprisco de ovelhas era muito simples: tinha um muro de pedra em volta, talvez com 3 metros e altura, e uma abertura que servia como porta. Nas vilas, os pastores levavam as ovelhas para o aprisco ao cair da noite e deixavam o porteiro de guarda. De manhã, cada pastor chamava suas ovelhas, que reconheciam a voz do dono e saíam do aprisco. O porteiro (ou um dos pastores) dormia na abertura do aprisco e, no fim, funcionava como “a porta”. Nada nem ninguém podia entrar ou sair do aprisco sem passar pelo porteiro ou pastor.
Cristo indica que o verdadeiro pastor passa pela porta (v. 1), chama suas ovelhas pelo nome, as quais o reconhecem (v. 3), e lidera as ovelhas que o seguem (vv. 4-5). Ladrões e salteadores, tentam entrar no aprisco por algum caminho misterioso, todavia as ovelhas não os reconhecem nem os seguem.

  1. A        EXPLICAÇÃO (10.7-21)
A.                 A porta (vv.7-10) – Jesus Cristo é a porta e, como tal, guia as ovelhas para dentro e para fora. No cap. 9, o homem que fora cego foi “expulso” (excomungado) pelos falsos pastores porque creu em Jesus, todavia Cristo Levou-o para um novo aprisco. Na verdade este capítulo fala de três portas, e devemos conhecê-las se quisermos apreender o significado total dessa explicação:

(1)                A porta do aprisco (v.1). Aqui, o aprisco não é o céu, mas a nação de Israel (veja Sl. 100). Cristo foi a Israel pelo caminho mencionado nas Escrituras. O porteiro (João Batista) abriu a porta para ele.

(2)                “ A porta das ovelhas” (v. 7). Essa é a porta que leva as pessoas para fora de seu aprisco atual, nesse caso o judaísmo. Cristo abriu o caminho para que multidões deixassem o sistema religioso antigo e encontrassem vida nova.

(3)                 A porta da salvação (v. 9). A ovelha usa essa porta para entrar e para sair, o que fala de liberdade; elas têm vida eterna e desfrutam das pastagens da Palavra de Deus. Satanás, por intermédio de seus falsos mestres (ladrões e salteadores), quer roubar, matar e destruir as ovelhas, mas Cristo dá vida abundante e cuida das ovelhas.

B.                  O pastor (vv. 11-15) – Aqui, há um contraste entre os fariseus (mercenários), que não se preocupam com a ovelha, e Jesus Cristo, o bom Pastor. O mercenário foge e protege a si mesmo quando o inimigo vem, no entanto Cristo abre a mão de boa vontade de sua vida pelas ovelhas. (Veja At. 20.29). Cristo, como bom Pastor, dá sua vida na cruz (Sl. 22); como o grande Pastor, ele cuida das ovelhas (Hb 13.20 e Sl 23); como o supremo Pastor, ele volta em glória para suas ovelhas (Sl 24 e 1 Pe 5.4). No v. 18, ele fala de sua morte e de sua ressurreição.

C.                 O rebanho ( vv. 16-21) – As “outras ovelhas” são os gentios, os quais não estavam no rebanho judeu. Jesus devia trazê-los, e ele faz isso por intermédio de sua voz, sua Palavra. Em Atos 10, vemos isso acontecer quando Pedro vai aos gentios e prega a Palavra; estes crêem e são salvos. O v. 16 afirma: “Haverá um rebanho (a igreja) e um pastor (Cristo)”. A igreja é composta de judeus e de gentios que crêem em Cristo, e há um corpo, um rebanho, uma vida espiritual em comum (veja (Ef. 2.11-22; 3.1-13; 4.1-5).
              Cristo é o bom Pastor que morre pelas ovelhas. (No AT, a ovelha morre pelo pastor!) Ele chama por sua Palavra, e os que crêem passam pela Porta, deixam seus rebanho religioso e entram no verdadeiro rebanho de Cristo, a Igreja.

  1. A       APLICAÇÃO (10.22-42)
Dois ou três meses depois, os judeus ainda discutem com Jesus a respeito do que ele disse! Cristo mostra-lhes que eles não são uma “das (suas) ovelhas” e, por isso, não podiam acreditar. Aqui ele apresenta uma bela descrição dos verdadeiros cristãos, suas ovelhas:
(1)                Elas ouvem sua voz, o que significa que escutam sua Palavra e respondem a ela. O não-salvo tem pouco ou nenhum interesse na Bíblia. A verdadeira ovelha vive na Palavra.
(2)                Elas conhecem a Cristo, e ele as conhece (cc. 14, 27), portanto não seguirão um falso pastor. Os membros da igreja que vão de um sistema religioso para outro, ou de um culto para outro, mostram que não são ovelhas verdadeiras.
(3)                Elas seguem a Cristo, o que fala de obediência. Ninguém que viva em desobediência obstinada, persistente e aberta e que se recuse a tomar uma atitude em relação a isso tem o direito de afirmar que é uma ovelha de Cristo. Da mesma forma que há falsos pastores, também há cabritos que tentam se passar por ovelhas. Um dia, Cristo lhes dirá: “Nunca vos conheci” (Mt 7.23).
(4)                Elas têm vida eterna e são seguras, Os vv. 28 e 29 afirmam a maravilhosa segurança que os verdadeiros crentes têm em Cristo e nas mãos do Pai, uma garantia dupla de preservação eterna para suas ovelhas. Somos o presente do Pai para o Filho, e o Pai não pegará de volta o presente. A ovelha é uma bela ilustração do cristão. A ovelha é um animal  limpo,e os cristãos foram purificados de seu pecado. As ovelhas andam em grupos, e os verdadeiros cristãos também. A ovelha é inocente, e os cristãos devem ser sem culpa e inocentes. A ovelha precisa do pastor para protegê-la, para orientá-la e para alimentá-la, e nós precisamos de Cristo para dar-nos proteção espiritual, orientação diária e alimento espiritual. A ovelha é útil e produtiva, como também o são os verdadeiros cristãos. Por fim, usavam a ovelha para sacrifícios, e os cristãos estão dispostos a entregar-se como “sacrifício vivo” por Cristo (Rm 12.1).
             Os judeus provaram sua descrença ao tentar matar Cristo. Ele refutou-os ao citar Sl 82.6. Se Jeová chamou os juízes terrenos de “deuses”, sem dúvida Jesus pode chamar a si mesmo de Filho de Deus! Cristo, com cuidado para não correr risco desnecessário, deixou a cena. Muitos foram a ele e depositaram nele sua fé. Eles, pela fé, passaram pela Porta, saíram do rebanho religioso judeu e entraram na liberdade e na vida eterna que apenas Cristo pode dar.

Pr. Gualter Guedes

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

JESUS COMO A LUZ DO MUNDO (João Cap. 9)

Esse capítulo apresenta o sexto dos sete milagres especiais registrados no evangelho de João como testemunhos da divindade de Cristo (20.30-31). Os três primeiros sinais mostram que a pessoa é salva: pela Palavra (água em vinho), pela fé (cura do filho do oficial do rei) e pela graça (cura do paralítico). Os últimos quatro sinais mostram o efeito da salvação: satisfação (alimentação dos 5 mil), paz (pacificação da tempestade), luz (cura do cego) e vida (ressuscitação de Lázaro).

1.       A CURA (9.1-7)
A.       O homem tem as características do pecador perdido

(1)     Ele era cego (Ef. 4.18; Jo 3.3; 2 Co 4.3-6). O não-salvo, não obstante seja intelectual como Nicodemos, não pode ver nem entender as coisas espirituais. (Veja 1 Co 2.14-16)
(2)     Ele pedia Esmolas. Na visão de Deus, os não-salvos são pobres, embora possam ser ricos do ponto de vista do mundo. Ele esmola por alguma coisa que satisfaça suas necessidades mais profundas.
(3)     Ele estava desamparado.  Ele não podia curar a sim mesmo, e os outros também não podiam curá-lo.

B.       A cura mostra como Cristo salva o pecador

(1)     Ele foi ao homem pela graça.  Cristo poderia ter passado por ele sem parar, pois era sábado, e ele deveria descansar (v. 14). Jesus faz algo pelo homem enquanto os discípulos discutem a respeito da causa de sua cegueira.
(2)     Ele estimulou o homem.  Um cisco irrita os olhos. Imagine um bolo de barro no olho. Todavia, a sujeira nos olhos encorajou-o a lavá-los. Acontece o mesmo com a pregação da Palavra: ela estimula o pecador com a condenação para que queira tomar alguma atitude em relação aos seus pecados. (Veja At. 2.37).
(3)     Ele curou o homem com seu poder.  O homem provou sua fé em Cristo ao obedecer à Palavra. Hoje, a “religião” quer dar substitutos para a salvação aos homens, mas apenas Cristo pode salvar das trevas do pecado e do inferno.
(4)     A cura glorifica a Deus. Todas as conversões verdadeiras são apenas para a glória do Senhor. (Veja Efésios 1.5-6, 12, 14; 2.8-10).
(5)     Os outros perceberam a cura.  Seus pais e vizinhos notaram a mudança em sua vida. É isso que acontece quando a pessoa nasce de novo – os outros percebem a diferença que isso traz (2 Co 5.17).

2.       A CONTROVÉRSIA (9.8-34)
Os líderes religiosos determinaram que qualquer pessoa que confessasse a Cristo publicamente seria expulsa da sinagoga (v. 22). Claro que isso significa perder amigos e família e todos os benefícios da religião judaica. Essa determinação forçou os pais do cego e seus vizinhos a evitar falar do que era importante quando perguntados a respeito da surpreendente cura. No versículo 11, a confissão simples do cego exaltou a Cristo. Embora no momento ele não soubesse quem era realmente “o homem chamado Jesus”. Os fariseus atacaram Cristo ao dizer-lhe que ele não era Deus (v. 16) e ao chamá-lo de pecador (v. 24). O homem que fora cego disse o que sabia (v. 25) e mostrou aos fariseus como o que eles pensavam era insensato (vv. 30-33). Um crente simples de coração sabe mais sobre a verdade espiritual que teólogos instruídos não-salvos. (Veja Sl. 119.97-104). O resultado final: expulsaram o homem da sinagoga.
Seria fácil para o homem esconder sua confissão e evitar a controvérsia, mas ele defendeu sem temor sua causa. Ele sabia a diferença que Cristo fizera em sua vida e não podia negá-la. Todos os que encontram Cristo e crêem nele devem tornar isso público.

3.       A CONFISSÃO DELE (9.35-41)
No momento, o homem não percebia isso, mas o lugar mais seguro para ele era fora da congregação religiosa judaica. Os judeus o expulsaram, mas Cristo recebeu-o. Esse homem, como Paulo (veja Fp 3.1-10), “perdeu sua religião”, contudo encontrou salvação e foi para o céu.
Observe com atenção como esse homem cresceu no conhecimento de Cristo:
(1)      Um homem chamado Jesus (v. 11), isso era tudo que ele sabia a respeito de Cristo quando foi curado.
(2)      Profeta (v. 17), foi a forma como ele se referiu a Jesus quando os fariseus o questionaram.
(3)      Homem [...] de Deus (vv. 31-33) foi o que ele concluiu que Jesus era.
(4)      Filho de Deus (vv. 35-38) foi sua confissão completa e final de fé. (veja 20.30-31).
     
        Provérbios 4.18 afirma: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”, e o crescimento em “luz” desse homem prova isso. O cristão é aquele que tem luz no coração (2 Co. 4.6) e que é luz (1 Jo. 1) e produz o fruto da luz (Ef. 5.8-9). A declaração dele: “Creio, Senhor”, foi o ponto de virada em sua vida.
        A mesma luz que guia uma pessoa pode cegar outro (vv. 39-41). Os fariseus admitem que podem ver e, por isso, são culpados, pois rejeitaram a evidência e não receberam a Cristo. O evangelho provoca reações distintas dos diferentes tipos de coração: o pecador cego recebe a verdade e a vê; a pessoa religiosa que se considera virtuosa rejeita a verdade e torna-se ainda mais cega espiritualmente. É perigoso rejeitar a luz.

Pr. Gualter Guedes

CONTROVÉRSIA: 1.  Debate regular sobre assunto literário, artístico, religioso, científico, etc.  2. Contestação, polêmica.