sábado, 26 de março de 2011

JESUS COMO O SERVO ( João Cap. 13)

Contraste 1.11-12 e 12.36 com 13.1 e perceberá que nos movemos para uma nova seção do evangelho de João. Ele veio para o “que era seu, e os seus (povo de Israel) não o receberam”. Agora, Ele deixa o ministério público para as nações e reúne-se em particular com “os seus” – os discípulos. O capítulo 13 a 16 registram Cristo no “cenáculo”, onde ministrou a seus discípulos a fim de prepará-los para sua morte e para o trabalho que fariam após sua ascensão. O cap. 13 apresenta três lições importantes para todos os cristãos.


1.       LIÇÃO SOBRE A HUMILDADE (13.1-5)
Jesus deu o exemplo da humildade e do serviço ao lavar os pés dos discípulos (v.15). Nos países do Oriente Médio, o servo era quem lavava os pés dos convidados, mas, nessa passagem, Cristo assume o lugar do servo. Nos vers. 13-16, ele deixa isso claro para os discípulos, ao declarar que se aquele a quem chamam  de Senhor e Mestre lavou os pés deles, eles também deviam lavar os pés e servir uns aos outros com humildade. Essa foi uma reprimenda incrível para os Doze, pois naquela noite estiveram debatendo sobre quem era o maior! (Veja Lc. 22.24-27).

Nos vers. 1-5, os atos de Cristo representam sua saída do céu para vir à terra. Ele levantou-se de seu trono, deixou de lado a manifestação exterior de sua glória, tornou-se um servo e humilhou-se ao morrer na cruz. Filipenses 2.5-11 traça esses passos com muita beleza. Depois de completar sua obra redentora, ele põe suas vestes e senta-se (v.12), prenunciando sua ressurreição, sua ascensão para a glória e sua entronização à direita do Pai.
Anos mais tarde, Pedro deve ter se lembrado dessa lição de humildade quando escreveu 1 Pedro 5.5-6. Leia esses vers. com atenção. Hoje, muitos cristãos lutam para conseguir reconhecimento e posição, mas deveriam se lembrar dessa lição de humildade. Deus repele o orgulhoso, mas dá graças ao humilde.

2.       LIÇÃO SOBRE A SANTIDADE (13.6-17)
No v. 8, as palavras de Cristo a Pedro são importantes: “Se eu não te lavar, não tens parte (comunhão) comigo”. Há uma diferença entre união e comunhão. Pedro estava em união com Cristo como um “dos seus” pela fé, mas o pecado rompe nossa comunhão com o Senhor. Há uma diferença entre filiação e relacionamento. Temos relacionamento com Cristo e desfrutamos da presença e do poder dele apenas quando permitimos que ele nos limpe de todo pecado.
No v. 10, Cristo faz uma importante distinção entre lavar e limpar. Literalmente, o vers. afirma: “Quem já se banhou (de uma vez por todas) não necessita de lavar senão os pés”. No Oriente, as pessoas usavam o banho público, e, como andavam em ruas poeirentas, os pés ficavam sujos. Elas não precisavam tomar outro banho quando chegavam em casa, mas apenas lavar os pés. A mesma coisa acontece com o crente. Somos lavados de uma vez por todas quando somos salvos (1 Co. 6.9-11; Tt. 3.5-6), mas lavamos nossos pés e limpamos nosso “caminhar” quando confessamos nossos pecados diários ao Senhor (1 Jo. 1.7-9).
Os sacerdotes judeus eram lavados por inteiro na ordenação (Ex. 29.4), o que retrata a nossa limpeza de uma vez por todas, contudo Deus também providenciou a bacia (Êx. 30.17-21) para que usassem na lavagem diária dos pés e das mãos. Hoje, Cristo purifica sua Igreja com a lavagem da água da Palavra (Ef. 5.25-26; Jo. 15.3). A leitura diária da Palavra permite que o Espírito sonde nosso coração (Hb. 4.12), e, depois, mantemos nossos pés limpos e caminhamos na luz ao confessar nossos pecados. (Veja Sl. 119.9) . Essa limpeza diária é que mantém o crente em comunhão com Cristo. A lição aqui não diz respeito a “conseguir” ou a “perder” a salvação. É um assunto restrito à comunhão, ao relacionamento com Cristo. Muitos crentes cometem o mesmo erro de Pedro (v. 9); querem ser salvos (banhados) de novo quando tudo que precisam fazer é lavar os pés.

3.       LIÇÃO SOBRE A HIPOCRISIA (13.18-38)
Judas estava no cenáculo e fingia ser um dos de Cristo. Nos vs. 10-11, Cristo deixa claro que um deles não fora salvo. A fraude de Judas foi tão bem-sucedida que nem os outros apóstolos perceberam a falsidade dele.
Primeiro, Cristo citou Salmos 41.9 (v. 18) para dizer que seria traído. Ele acabara de lavar os pés de Judas, e este seria cruel com ele! (vv. 2, 27), contudo a morte de Cristo na cruz derrotaria Satanás. Primeiro, o diabo planta a idéia no coração da pessoa, depois entra nela para controlar sua vida. Cristo cita esse v. para os Doze a fim de evitar que tropecem na descrença (v. 19). As frustrações que acontecem ao longo do dia não desencorajam com facilidade os cristãos que conhecem a Palavra.
No v. 21, Cristo anuncia claramente aos discípulos que um deles o trairia. Na verdade, essa declaração foi o último aviso para Judas, Cristo lavou os pés dele, citou a Palavra para ele e, no fim, avisou-o abertamente, dando, assim, todas as oportunidades para que Judas mudasse de idéia. João, aconchegado ao peito de Jesus, descobre o mistério e transmite-o a Pedro, mas aparentemente nenhum dos homes entendeu claramente o significado das palavras do Senhor (v. 28). É interessante observar que o cristão é o que está mais próximo do coração dele. Judas entrega-se, por fim, a Satanás ao aceitar o pedaço de pão molhado, e este entra nele e o transforma em filho do diabo. (Veja Jo. 8.44). Satanás, como o Espírito Santo, opera no corpo e na vontade humana, e a pessoa, por intermédio deles, se entregam a ele. “E era noite” (v. 30) – mostra tanto as trevas no coração de Judas como que aquela era a hora do poder das trevas (Lc. 22.53).
É perigoso ser como Judas. Em Marcos 14.21, Jesus declarou: “Melhor lhe fora não haver nascido!”. Judas fingiu ser cristão, brincou com o pecado e jogou fora a salvação; qualquer pessoa que faça isso pode terminar desejando não ter nascido. Há alguns mistérios em torno de Judas, mas uma coisa está clara: ele fez uma escolha deliberada quando traiu Cristo. Em João 6.66-71, Cristo advertiu-o e chamou-o de “diabo”. Pedro pensava que Judas fora salvo, pois disse: “Nós cremos”. Jesus sabia que Judas nunca crera e, por isso, não fora salvo.
Depois que Judas saiu da sala, Jesus advertiu a Pedro a respeito do teste pelo qual passaria em breve e do seu fracasso nesse teste. Agora, Pedro tinha de enfrentar os próprios pecados quando, antes, estivera ansioso para descobrir o pecado dos outros (v. 24). “Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mt. 7.1). A ostentação de Pedro mostra como ele não conhecia o próprio coração. A autoconfiança representa um perigo para a vida cristã. É provável que a declaração “Mais tarde, porém, me seguirás” (v. 36) refira-se à morte de Pedro por causa de Cristo (Jo. 21.18-19; 2 Pe. 1.14)

Pr. Gualter Guedes

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Passando por dificuldades financeiras?

“..Nunca vi o justo desamparado...”  (Salmo 37.25)

Para muitos que perderam seus empregos ou que não ganham o suficiente para viver, a dívida se tornou uma dura realidade.  A tal ponto que eles têm medo até de pensar na situação. Mas enterrar a cabeça na areia não é a resposta. Com a ajuda de Deus  e algumas sugestões de bom senso, você pode começar a avançar em direção à liberdade financeira. Um respeitado consultor financeiro dá três sugestões:  
Primeiro. Seja verdadeiro. Antes que você possa mudar qualquer coisa, precisa saber para onde o seu dinheiro está indo. Não há nada do que se envergonhar! Como um alcoólatra que começa a se recuperar, o primeiro passo é admitir que você tem um problema. Em um cartão, anote cada centavo que gastar por 30 dias. Você notará que a conta cresce depressa. “...todas essas raposinhas... arruínam a vinha...” (Ct. 2.15). Ao olhar o panorama geral, você poderá perceber áreas onde pode cortar os custos.
Segundo. Aprenda com as suas experiências passadas. Se você não aprender com o passado, vai continuar repetindo-o. Por exemplo, se você não recebeu muitos presentes de natal quando criança, pode ser tentador compensar isso com seus filhos e acabar estourando o limite dos seus cartões de crédito. Ou o fato de crescer em uma atmosfera de caos financeiro pode tornar difícil falar sobre dinheiro com o seu cônjuge.
Terceiro. Valorize mais a si mesmo do que o seu contracheque. Jesus disse que as coisas importantes na vida não são as “coisas” (Mt. 6.25). Castigar-se não o ajudará a ganhar mais; apenas o cegará para as verdadeiras bênçãos da vida. Lembre-se, não importa o quanto tudo fique difícil. Deus é fiel. Davi disse: “Nunca vi o justo desamparado, sem seus filhos mendigando”, e você também não verá!

...Deus... suprirá todas as suas necessidades...” (Filipenses 4.19)

Depois destas três sugestões de um consultor financeiro, passaremos mais três passos que você pode dar para lidar melhor com a divida:
Primeiro. Comece a se desenterrar. É desanimador encontrar contas se empilhando no tapete da sua porta todos os dias, mas você precisa saber a razão principal. Relacione suas dividas começando da taxa de juros mais alta até a mais baixa. Tente pagar o máximo possível das contas com os juros mais altos e o mínimo do restante das contas. Dê o primeiro passo, independentemente de quanto demore; não deixe de fazer isso, há muita coisa em risco.
Segundo. Seja um exemplo de princípios financeiros sadios para os seus filhos. Seja aberto com eles, e explique que a eletricidade, a comida, os brinquedos e as roupas custam dinheiro, e o motivo pelo qual você não tem o carro mais moderno é porque não pode pagar por ele. Seus filhos estão construindo memórias com relação ao dinheiro agora, portanto “...ensine-os com persistência...” (Dt 6.7).
Terceiro. “Dêem, e lhes será dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.” (Lc. 6.38). A especialista em finanças Suze Orman diz: “Um dia, estava em uma tremenda depressão. Liguei a TV e por acaso me deparei com uma campanha para levantar recursos para a caridade. Peguei o telefone e me comprometi a doar o valor mais alto que podia. Aquelas pessoas precisavam mais de dinheiro do que eu. Imediatamente, senti como se um peso tivesse sido tirado de mim. Daí em diante, sempre que me sentia deprimida, eu dava alguma coisa... e me sentia melhor. O impressionante é que cada vez que eu doava, recebia de volta em dobro”. As recompensas para aqueles que dão nem sempre são financeiras. Além disso, o dinheiro nunca deve ser tão importante a ponto de você não querer abrir mão dele. Lembre-se, ajudando outros, você está preparando o caminho para Deus “suprir todas as suas necessidades”, e a medida Dele é muito maior que a sua! 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

PARA COMEÇAR BEM O DIA

Ontem você pisou na bola. Falou o que não devia, pegou a rua errada, apaixonou-se pela pessoa errada, reagiu de forma inadequada.

Falou quando deveria ter escutado, se apressou quando de­veria ter esperado, julgou quando deveria ter confiado, entregou-se quando deveria ter resistido.

Ontem tudo deu errado. Mas você terá muitos outros dias como esse se deixar os erros de ontem afetarem sua atitude de hoje. As misericórdias de Deus se renovam a cada manhã. Receba-as. Meditando em um livro certo dia, vi o autor falar sobre  a floresta Cascade do Estado de Washington, que nos ensina uma lição. "Algumas das árvores de lá têm mais de cem anos, ultrapassando a expectativa de vida de cinqüenta a sessenta anos. Uma árvore cheia de folhas data de sete séculos atrás! O que faz a diferença? Chuvas diárias e abundantes mantêm o chão úmido, as árvores molhadas e os relâmpagos fracos."

Relâmpagos afetam você também. Trovões de lamentações podem paralisá-lo e consumi-lo. Reaja a eles com chuvas da graça de Deus e com doses diárias de perdão. Uma vez por ano não basta. Uma vez por mês é insuficiente. Chuviscos só uma vez por semana deixam você seco. Nevoeiros esporádicos deixam-no sem energia. Você precisa se renovar todos os dias. "Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois as suas mi­sericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã; grande é a sua fidelidade!" (Lamentações 3:22,23).

Preencha seu dia com a graça do Senhor Jesus

Da próxima vez que seu dia tomar a direção errada, aqui está o que você deve fazer. Mergulhe na graça de Deus. Preencha seu da com o amor dele. Tempere sua mente na misericórdia do Senhor. Ele pagou suas dívidas. "Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro" (1 Pedro 2.24).

Quando você perder a paciência com seu filho, Cristo intervém: "Eu paguei por isso." Quando você conta uma mentira, e todo o céu treme, seu Salvador levanta a voz: "Minha morte cobriu esse pecado." Quando você pratica a luxúria, cobiça, inveja ou julga, Jesus se posiciona diante do tribunal e aponta para a cruz ensangüentada. "Eu já provi. Já tirei os pecados do mundo."

Que dádiva ele lhe deu! Você ganhou a melhor loteria da história da humanidade, sem ter de pagar pelo bilhete! Sua alma está protegida, sua salvação é garantida. Seu nome está escrito no único livro que interessa. Você está apenas a alguns grãos da ampulheta de ter uma existência sem lágrimas, sem escuridão, sem dor. Do que mais você precisa?

Deus te abençoe muito. E seja muito feliz com Cristo em sua vida.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Precisamos cuidar para não perdermos a maturidade com o Crescimento da Igreja

Vivemos dias em que o número de crentes evangélicos tem crescido e se espalhado grandemente. Graças a Deus por isto! Mas temos que reconhecer que este crescimento numérico tem se dado numa velocidade e intensidade muito maior do que a capacidade da Igreja de fazer crescer em maturidade. O próprio crescimento gera inúmeros problemas. Um deles é que muitas igrejas, na busca de abrir tantas novas frentes de trabalho para acolher os novos convertidos, tem formado uma nova geração de ministros às pressas. Não com um embasamento forte na Palavra, mas com o estritamente necessário para atender a demanda. E isto tem trazido ao arraial do povo de Deus um evangelho diluído, simplista. Há uma diferença entre o evangelho simples, que toca o homem diretamente nas suas necessidades e que dispensa qualquer intelectualismo, de um evangelho simplista que tenta dar respostas diferentes da Bíblia, e que ao tentar simplificar as questões esquece-se que está lidando com gente que pensa, que tem sentimentos. E assim estamos edificando uma geração confusa, machucada, cheia de dúvidas e até descrente - embora para se fugir do inferno as pessoas aprendam a conviver e até mesmo conformar-se com todas estas coisas.

Algo precisa sacudir-nos de nossa prepotência de acharmos que podemos entender Deus e sua forma de agir e ditar sempre e até antecipadamente como serão as coisas. Se algo acontece com alguém, sabemos porquê aconteceu; se deixa de acontecer sabemos exatamente porquê não aconteceu; temos respostas para tudo!

Eu não posso negar que o reino espiritual é regido por princípios, e que sempre tais princípios serão imutáveis; mas há uma grande diferença entre vê-los funcionando e discerni-los! Por exemplo, se alguém peca contra Deus, vai colher as conseqüências, que variam em função do comportamento da pessoa, se ela se arrepende ou não. Davi pecou adulterando e matando um amigo, foi perdoado por Deus (o que remove a mancha da culpa) mas colheu as conseqüências que lhe foram anunciadas pelo profeta Natã. Em uma outra situação (na carta à igreja em Tiatira) vemos Jesus repreendendo o pecado de uma mulher chamada Jezabel, e dizendo que no caso dela não se arrepender, seria julgada e prostrada de cama, num leito de enfermidade.

O pecado sempre tem conseqüências. Se me arrependo sou perdoado mas, ainda assim, colho as conseqüências. No caso de não me arrepender serei julgado. São situações diferentes, mas sempre haverá conseqüência. Pelo pecado de alguém podemos saber que haverá conseqüências e até prevenir a pessoa disto, mas o que não posso aceitar é a análise inversa. Pelas circunstâncias que alguém está vivendo, tentar dizer se ela está ou não em pecado. É um campo onde não podemos entrar, além de que não cabe a nós julgar!

A Igreja do Senhor tem falhado muito nesta matéria nestes dias... São respostas simplistas para tudo. Se alguém não recebeu a resposta à sua oração, é falta de fé. Se algo negativo aconteceu foi o diabo e é porque houve brecha espiritual. Se as coisas não estão bem é porque a pessoa está em pecado. E assim por diante. Muitas vezes o que está acontecendo pode ser uma destas coisas, mas não quer dizer que seja sempre só isto!

Não podemos nos considerar doutores em psicologia divina. Alguns são assim, parece que conseguem até mesmo se antecipar ao que Deus vai fazer. Neste caso Ele fará assim, no outro fará assado... mas os caminhos de Deus são mais altos que os nossos e seus pensamentos também! Paulo declarou aos coríntios: “Se alguém julga saber alguma cousa, com efeito não aprendeu ainda como convém saber” (I Co.8:2). Ninguém pode agir como um “sabe-tudo” em relação às coisas de Deus, principalmente em relação ao seu agir personalizado na vida de seus filhos.

Voltemos a confiar na soberania de Deus e a aceitar que nem sempre teremos as respostas, mas sempre poderemos caminhar na certeza de que Ele tem o melhor para nós, quer o entendamos, quer não.


Não estamos aqui para perguntar o porque disto, ou o porque daquilo. Deus é Deus. E pronto! E a resposta de tudo o que perguntamos esta na resposta ao profeta Habacuque 2.2-4. “Escreve a visão, e torna-a bem legível sobre tábuas, para que a possa ler o que correndo passa. Porque a visão é ainda para o tempo determinado, e até ao fim falará, e não mentirá: se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará. Eis que a sua alma se incha, não é reta nele; Mas o justo pela sua fé viverá”.


Pr. Gualter Guedes

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

PECADOS E MISÉRIAS NACIONAIS

'E, vendo Davi ao anjo que feria o povo, falou ao Senhor, dizendo: Eis que eu sou o que pequei, e eu que procedi de modo iníquo; porém estas ovelhas que fizeram? Seja, pois, a tua mão contra mim, e contra a casa de meu pai'. (II Samuel 24:17) 

            O capítulo começa: 'E novamente a ira do Senhor inflamou-se contra Israel e fez com que Davi se voltasse para eles e dissesse. Vá, limite Israel e Judá'. 'Novamente'; -- ele se inflamara contra eles, alguns anos antes; em conseqüência do que, 'houve escassez de víveres na terra, durante três anos; ano após ano'. (II Samuel 21:1) 'E houve, nos dias de Davi, uma fome de três anos consecutivos; e Davi consultou ao Senhor, e o Senhor lhes disse: É por causa de Saul e da sua casa sanguinária, porque matou os gibeonitas', até que Davi inquiriu do Senhor, e foi ensinado quanto ao caminho de apaziguá-lo. Nós não estamos informados, de que maneira particular Israel ofendeu a Deus; por qual motivo Sua ira foi inflamada, mas, meramente, do efeito. (I Crônicas 21:1) 'Ele incitou Davi a numerar a Israel e Judá'. 'Ele', -- e não Deus! Cuide como você imputa isto à fonte do amor e santidade! Não foi Deus, mas satanás que assim incitou Davi. Assim a Escritura paralela expressamente declara: 'E Satanás se levantou contra Israel e incitou Davi a numerar Israel'.

Satanás se levantou diante de Deus, para acusar Davi e Israel, e para implorar a permissão de Deus para tentar Davi. De pé, em regra, é a postura do acusador, diante dos tribunais dos homens; e, portanto, as Escrituras, que usam falar das coisas de Deus, segundo a maneira dos homens, representam satanás, aparecendo nesta postura, diante do tribunal de Deus. -- (II Samuel 24:2) 'Disse, pois, o rei a Joabe, capitão do exército, o qual tinha consigo: Agora percorre todas as tribos de Israel, desde Dã até Berseba, e numera o povo, para que eu saiba o número do povo'.

Não aparece claramente, em que o pecado de assim enumerar as pessoas consistiu. Não existe proibição expressa disto em alguma Escritura, que havia, então, existido. Ainda assim, nós lemos: 'A palavra do rei era abominável para Joabe', que não era um homem de consciência mais cordata, de modo que ele objetou com David, antes de obedecer. 'Joabe respondeu: Por que o meu senhor requer isto?'.  Por que ele deverá ser a causa de 'transgressão' – de punição ou calamidade, --'para Israel?'. -- (II Samuel 24:3) 'Então disse Joabe ao rei: Ora, multiplique o Senhor teu Deus a este povo cem vezes tanto quanto agora é, e os olhos do rei meu senhor o vejam; mas, por que deseja o rei meu Senhor este negócio?'.

Deus freqüentemente pune o povo, pelos pecados de seus governantes; uma vez que eles são cúmplices dos pecados deles, em um tipo ou outro. E o Juiz justo aproveita a oportunidade para puni-los por todos os seus pecados. Nisto, Joabe estava certo; porque, depois que eles foram enumerados, fora dito: 'E Deis estava desagradado disto'. Sim, 'o coração de Davi comoveu-se,, e ele disse junto ao Senhor: Eu tenho pecado grandemente no que tenho feito: e agora, imploro a Ti, Oh, Senhor, tire a iniqüidade de teu servo'. --  (II Samuel 24:10) 'E pesou o coração de Davi, depois de haver numerado o povo; e disse Davi ao Senhor: Muito pequei no que fiz; porém agora ó Senhor, eu te peço que perdoes a iniqüidade do teu servo; porque tenho procedido muito loucamente'. E o pecado não se deveu em razão daquilo que fora feito? Ele não pecou no orgulho de seu coração? Provavelmente, do princípio de vaidade e ostentação; não glorificando em Deus, mas no número de seu povo.

Na seqüência, nós nos certificamos que, até mesmo Joabe, fora, uma vez, um verdadeiro profeta: Davi foi a causa de transgressão, de punição para Israel. Seu pecado, acrescido a todos os pecados das pessoas, preencheu a medida de suas iniqüidades. Assim, 'o Senhor enviou uma peste sobre Israel, desde a manhã'; em que Gade, o profeta, deu a Davi sua escolha de guerra, escassez ou peste, 'até à tarde do terceiro dia. E lá morrem setenta mil homens, de Dã até Beersheba. -- (II Samuel 24:15) 'Então enviou o Senhor a peste a Israel, desde a manhã até ao tempo determinado; e desde Dã até Berseba, morreram setenta mil homens do povo'. -- 'E quando Davi viu o anjo que golpeava o povo', -- que surgiu na forma de um homem com uma espada desembainhada em sua mão, para convencê-lo mais completamente de que esta praga veio diretamente de Deus, -- 'ele disse, Olhe, eu tenho pecado, eu tenho feito maldade; mas essas ovelhas, o que elas fizeram?'. -- (II Samuel 24:17) 'E, vendo Davi ao anjo que feria o povo, falou ao SENHOR, dizendo: Eis que eu sou o que pequei, e eu que procedi de modo iníquo; porém estas ovelhas que fizeram? Seja, pois, a tua mão contra mim, e contra a casa de meu pai'.

Não existe, em diversos aspectos, uma semelhança notável, entre o caso de Israel e o nosso próprio? Diversas maldades, então, ocasionaram um castigo geral; e a mesma causa não pode produzir agora o mesmo efeito? Nós igualmente temos pecado, e somos punidos; e, talvez, esses são apenas o começo dos sofrimentos. Talvez, o anjo está agora esticando suas mãos sobre o Rio de Janeiro/Brasil para puní-lo, pois estamos nos afastando de Deus. Nossos legisladores, fazendo leis absurdas, O último decreto de nosso ex-presidente, no calar da noite, em favor do movimento homossexual, roubos e mais roubos dos cofres públicos em prol de pessoas que são indignas. Oh, que o Senhor possa, por fim, dizer a ele que destrói: 'É suficiente; tira agora tuas mãos!'. Que aquela maldade é a origem da miséria, poucos negam; ela é confirmada pelo sufrágio geral de todas as épocas. Mas dificilmente nós trazemos isto exatamente para nós mesmos; quando falamos de pecado como a causa da miséria, nós usualmente queremos dizer o pecado de outras pessoas, e supomos que nós sofremos, porque eles pecaram. Mas nós precisamos ir tão longe? Será que as nossas maldades não são suficientemente responsáveis por todos os nossos sofrimentos? Vamos razoavelmente e imparcialmente considerar isto; vamos examinar nossos corações e vidas. Todos sofremos: e todos temos pecado. Mas não será mais proveitoso para nós, cada um de nós considerarmos os próprios pecados, como trazendo sofrimento a si mesmo e aos outros; e dizer: 'Olhe, eu tenho pecado; eu tenho feito perversidade; mas essas ovelhas, o que elas fizeram?'. 

Minhas orações pelas famílias que perderam tudo em suas vidas, e terão que começar novamente. Vítimas de catástrofes naturais nas serras do Estado do Rio de Janeiro. Gostaria que os governantes, olhassem para Deus e diga: 'Olhe, eu tenho pecado; eu tenho feito perversidade; mas essas ovelhas, o que elas fizeram?'. 

Que Deus abençoe oBrasil.

AGENDA 2011

 O QUE FIZ EM 2011












JANEIRO
02/01 - Ass. de Deus - Catedral de Vaz Lobo - Pr. Joziel

04/01 - Estudo da Palavra - Ministério Alfa e Ômega - Padre Miguel

09/01 - Em minha Igreja - Ministério Alfa e Ômega - Padre Miguel

11/01 - Estudo da Palavra - Ministério Alfa e Ômega - Padre Miguel

13/01 - Ass Deus em Bento Ribeiro - Pr. Walter Leite

16/01 (manhã) - Santa Ceia - Ministério Alfa e Ômega - Padre Miguel

18/01 - Estudo da Palavra - Ministério Alfa e Ômega - Padre Miguel

21,22,23/01 - Primeiro Encontro de Superintendentes e Profesores da EBD - Ass. de Deus Ministério - Fé e Esperança - Pr. Alcedinei (Preletores: Prof. Maria Valda, Pr. Fernando Portugal, e Pr. Gualter Guedes).

25/01 (manhã) - Ass de Deus em Jacarepaguá.  Pr. Presidente: José Alberto da Silva Sobral
          (noite)   - Estudo da Palavra - Ministério Alfa e Ômega - Padre Miguel

28/01 - Igreja Evangélica Brasil Para Cristo em Piabetá - Pr. Pedro Paulo Mamprim

FEVEREIRO

01/02 (manhã) - Ass. de Deus em Marechal Hermes. Pr. Presidente: Pr. Marco Aurélio da Silva
          (noite)   - Estudo da Palavra - Ministério Alfa e Ômega - Padre Miguel

08/02 Estudo da Palavra - Ministério Alfa e Ômega - Padre Miguel

15/02 - Estudo da Palavra - Ministério Alfa e Ômega - Padre Miguel

20/02 - Igreja Missão Ágape - Galo Branco - São Gonçalo, Pastoreada pelo Pr. Edinaldo (dois cultos)

22/02 - Estudo da Palavra - Ministério Alfa e Ômega - Padre Miguel

27/02 - Ass. de Deus - Ministério Alfa e Ômega - Padre Miguel


MARÇO
01/03 (manhã) - Ass. de Deus em Vila da Penha - Pastoreada pelo Pr. Alexandre Mahatma
          (Noite)  - Ass. de Deus - Ministério Alfa e Ômega - Padre Miguel

15/03 - Estudo da Palavra - Ass. de Deus - Ministério Alfa e Ômega - Padre Miguel

22/03 - Estudo da Palavra - Ass. de Deus - Ministério Alfa e Ômega - Padre Miguel

27/03 - Pregando na Ass. de Deus no Pechincha, Pr. Misael Pedro

29/03 - Estudo da Palavra - Ass. de Deus - Ministério Alfa e Ômega - Padre Miguel

31/03 - Pregar na Ass. de Deus - Ministério de Parada de Lucas, Pastoreada pelo Pr. Elias Batista     Raimundo, Aniversário de 52 anos da Igreja. TEMA: "AVIVADOS PARA A VINDA DO SENHOR". Hebreus 10.37

ABRIL
03/04 - Pregar na Ass. de Deus - Ministério Crescendo em Cristo, Pastoreada pelo Pr. José Luiz N. Marques, Festa de seu 8 anos de existência de seu Ministério. TEMA: "IGREJA CHEIA DO ESPÍRITO SANTO ESPERANDO O ARREBATAMENTO." Efésios 5.18.


05/04Estudo da Palavra - Ass. de Deus - Ministério Alfa e Ômega - Padre Miguel.

12/04 - Estudo da Palavra - Ass. de Deus - Ministério Alfa e Ômega - Padre Miguel.

19/04 - Estudo da Palavra - Ass. de Deus - Ministério Alfa e Ômega - Padre Miguel.


21/04 - Pregar na Ass. de Deus no Pechincha, Pastoreada pelo Pr. Misael Pedro. Culto de Campanha: " É impossível mas Deus pode". (((CARTAZ AO LADO))) --->>

23/04 - esta data está pré agendada até 28/03 para o Pr. Edgar de São Gonçalo.


24/04 - Pregar na Assembléia de Deus em Rocha Miranda, Pastoreada pelo Pr. Adilson Rangel.


26/04Estudo da Palavra - Ass. de Deus - Ministério Alfa e Ômega - Padre Miguel.

29, 30/04 - Primeiro Encontro de Superintendentes e Profesores da EBD - Igreja Missão Ágape - Galo Branco - São Gonçalo, Pastoreada pelo Pr. Ednaldo  - Preletores/Matéria: Prof. Maria Valda (Reflexões sobre a conduta espiritual, disciplinar e pedagógica do professor da ED), Pr. Fernando Portugal (A primazia da Palavra de Deus como elemento essencial na formação do pensamento do educador cristão), e Pr. Gualter Guedes (Gestão de Escola Bíblica Dominical).




MAIO
01/05 - Pregar na Ass. Deus em Santa Cruz, pastoreada pelo Pr. Jorge Leonardo. Congregação do Pr. José Pedro.


03/05 - Estudo da Palavra - Ass. de Deus - Ministério Alfa e Ômega - Padre Miguel.

10/05  -  Estudo da Palavra - Ass. de Deus - Ministério Alfa e Ômega - Padre Miguel.


12/05 Pregar na Ass. de Deus no Pechincha, Pastoreada pelo Pr. Misael Pedro. Culto de Campanha: " É impossível mas Deus pode".  (((CARTAZ ACIMA)))


17/05 - Estudo da Palavra - Ass. de Deus - Ministério Alfa e Ômega - Padre Miguel.

24/05 - Estudo da Palavra - Ass. de Deus - Ministério Alfa e Ômega - Padre Miguel.

31/05 - Estudo da Palavra - Ass. de Deus - Ministério Alfa e Ômega - Padre Miguel.


JUNHO
07/06 Estudo da Palavra - Ass. de Deus - Ministério Alfa e Ômega - Padre Miguel.

14/06 - Estudo da Palavra - Ass. de Deus - Ministério Alfa e Ômega - Padre Miguel.

19/06  - Ass. de Deus - Vila Sarapuí - Duque de Caxias

21/06  -  Estudo da Palavra - Ass. de Deus - Ministério Alfa e Ômega - Padre Miguel.

28/06  -  Estudo da Palavra - Ass. de Deus - Ministério Alfa e Ômega - Padre Miguel.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Minha viagem ao Estado da Bahia

Meus amigos, cheguei ao Rio de Janeiro no dia 31DEZ,  depois de 15 dias em duas cidades no Sul do Estado da Bahia. Itarantim e Maiquinique. Estive pregando em algumas Igrejas e visitando a família de minha esposa, e vendo como anda o Evangelho por lá.

Fiquei no dia 18 e 28/DEZ em Maiquinique na Igreja Evangélica Trindade de Deus, pastoreada pelo amigo Pr. Abel de Azevedo. Um trabalho que tem crescido para a honra do nosso Deus. Minha esposa juntamente com esposa do Pr. Abel, a Irmã Edmar, fizeram ali naquela cidade uma reunião para casais. Foi uma benção, estivemos pregando naquela ocasião.  FOTO ABAIXO:

No dia 19/DEZ até 26/DEZ em Itarantim, na Igreja Evangélica Casa de Oração, pastoreada pelo grande amigo Pr. José Lúcio. Uma Igreja de uma arquitetura linda com um acabamento de primeiríssima linha, vi no Pr. José Lúcio o carinho que ele tem com a Casa de Deus. Estivemos com ele nesta cidade do interior da Bahia por sete dias e pregamos cinco. Parabéns e obrigado meu grande amigo Pr. José Lucio pelo carinho com que nos recebeu. FOTOS ABAIXO:


No dia 29/DEZ em Maiquinique, na Igreja Evangélica Ebenézer, pastoreada pelo Pr. Robério, outra pessoa extraordinária, e que a obra que Deus tem colocado em suas mãos, ele tem feito com imenso labor. Um grande homem de Deus.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A escolha do simples ante as riquezas do mundo

João 2. 1-12

         O texto que temos diante de nós é muito conhecido. Isso pode ser bom por que pisamos um terreno que nos é familiar. Por outro lado, pode ser prejudicial pois, em virtude de já estarmos acostumados com ele corremos o risco de perder de vista a riqueza dos detalhes a sua tessitura1.
         O texto, às vezes se parece com um quadro antigo, é preciso remover-lhe a poeira para que possamos vê-lo em todas as suas nuances. Para enxergar bem um texto é preciso, retirar a poeira das camadas de interpretações que o tempo legou para não fazer uma leitura condicionada do texto.
         Nesse texto, já tão familiar, consigo enxergar nas atitudes de Jesus e no fato em si, sinais de subversão. Aliás a palavra subversão, precisa ser resgatada de uma conotação puramente negativa. A subversão de Jesus é positiva. Ele está confrontando a velha ordem de uma religiosidade mecânica e escravizante para estabelecer uma nova cheia de vida, liberdade e espontaneidade.
         Por isso, quero convidá-los acompanhar comigo alguns dos aspectos desse episódio em que Jesus quebra as nossas expectativas triunfalistas e espetaculares para, subvertendo a ordem, realizar o incomum e o extraordinário,  em meio às coisas comuns, simples e cotidianas.

         1. Jesus está presente nos eventos simples da nossa vida comum.
              O primeiro milagre de Jesus Cristo não é em um culto. Nem no Templo. É significativo que o primeiro milagre de Cristo acontece em um evento social de uma pequena aldeia. Nós costumamos associar a presença de Cristo ao culto, ao templo, a reuniões de orações. E tudo isso é verdadeiro e é de profunda importância para a vida do Crente. Jesus tinha pouco tempo para realizar o seu ministério, mas ele não considerou perda de tempo atender a um convite para ir a um casamento. Não podemos aqui, nos esquecer que uma festa de casamento podia durar até uma semana.
              Se enquanto aqui na terra Jesus participava de eventos da vida cotidiana, também é verdadeiro que hoje, ressurreto, ele está presente nos eventos da nossa vida comum. Ele vai conosco em nossas festas de aniversários, no nosso veraneio, quando namoramos, etc.
              Quando vamos a Igreja não vamos nos encontrar com o Senhor; vamos nos encontrar com os irmãos para adorá-lo, pois ele estava conosco em casa, estava conosco quando chegamos e estará conosco quando sairmos.
              A dicotomia culto-vida, é perigosa pois nos leva a uma religiosidade e uma ética de ocasião. É importante entender que Jesus está conosco em todos os momentos de nossas vidas. E temos que tomar cuidado, porque muitos acham que saindo do culto, Cristo não estará mais com ele. Um grande engano. Por isso digo: Quando vamos a Igreja, vamos nos encontrar com nossos irmãos para juntos adorá-lo.

         2. Jesus está presente nos eventos de gente comum.
              Não há menção do nome dos noivos, da sua posição, é gente comum. Com certeza os seus nomes nem estavam presentes nas colunas sociais de Israel. Não era ninguém da alta sociedade, não estavam muito preocupados se a roupa era fashion ou era básica; (conjecturando) os convidados não tinham comprado roupa na “Daslu”, talvez na Riachuelo ou até mesmo em uma loja mais popular.
              Jesus estava ali, aquele que criou todas as coisas e que sem ele nada do que foi feito se fez, não se impressiona com títulos de nobreza, com saldo da conta bancária, com posições sociais ou eclesiásticas. Mas, se convidado e quando as portas se abrem ele vai à casa dos simples, como este casal de noivos, ou quando lhe convém na casa dos rejeitados como a de Zaqueu.
              Pode ser que o prefeito não visite a sua casa, muito menos o governador ou o presidente. Mas Jesus, não se escusa de estar lá.

         3. Jesus está preocupado com os dramas comuns da nossa vida.
              O primeiro milagre de Jesus acontece por causa de um drama social a falta de vinho em uma festa de casamento.
              Sempre que fazemos uma festa temos uma preocupação: que não falte nada aos convidados. Nos preocupamos com os detalhes. A casa fica toda arrumada.
              Colocamos a melhor toalha no banheiro. A roupa de cama mais bonita. Arrumamos tudo, não queremos que nada esteja errado.
              Naquela época não era diferente, aliás, era muito mais levado em conta por causa da cultura da hospitalidade que até hoje é muito forte naquela região. O convidado tem que ser bem tratado.
              Agora vocês imaginem uma festa de casamento, e no meio da festa faltar o vinho.
              Para os rabinos o vinho era o símbolo da alegria, não podia faltar em uma festa judaica, ainda menos, em um casamento.
              O primeiro milagre de Jesus atende a um problema comum a todos nós. Sobrou convidado, faltou o bolo na festa, e sabemos que para nós, o que não pode faltar é o bolo.
              Creio que esse episódio quer nos ensinar que Jesus está preocupado com os pequenos problemas da nossa vida.
              Ele é o Deus a quem recorremos na mais profunda angústia, mas é o Deus a quem recorremos, também, nos aspectos de nossa vida cotidiana.
              Há um conceito errôneo de que não devemos incomodar a Deus com coisas pequenas, como se Deus fosse como nós que nos aborrecemos e nos impacientamos às vezes até exageradamente.
              Como um Deus amoroso ele nos entende e nos acolhe até mesmo nas pequenas coisas da nossa vida. Pedro em sua carta no Cap.5.7 diz: Lançando sobre Ele  toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós.
       
         4. Jesus usou objetos dos rituais religiosos para um propósito aparentemente comum.
              Aqueles potes eram para purificação ritual, Jesus os transforma em objetos da promoção do lúdico2 , do festivo.
              Não é por acaso que João coloca o episódio da purificação do templo logo após a festa de casamento, há um contraste intencional por parte do evangelista.
              Durante muito tempo, por força de uma tradição que não defluia da Bíblia, o culto tinha uma imagem soturna3 e triste. Era pesado e cheio de algemas. Não pode se mexer, não pode levantar a mão, não pode sair do canto, não pode cumprimentar o irmão. Reverência parecia sinônimo de: triste, funesto. Algumas Igrejas, até colocavam como ameaça: “O Senhor está no seu santo templo, cale-se diante dele...” Se é pra levar para o literal ninguém podia cantar, nem orar, nem pregar. A igreja tinha que ser composta de mudos.
              Reverência não era sinal de respeito, de percepção da majestade e da grandeza de Deus. Mas imobilidade, mumificação. Tudo era programado e robotizado.
              Penso que era para espantar a espontaneidade e a alegria. A liturgia era tão rígida e fechada que não tinha lugar nem para o Espírito Santo.
              Era a ditadura, o despotismo do ritualismo. No tempo de Jesus não era diferente, o que era um meio, virou um fim em si mesmo.
              Jesus rompe com os conceitos de sacralização da época. Ele profaniza o sagrado e sacraliza o profano.
              Sagrado para Jesus não é o que o homem estabelece, mas, aquilo que Deus assim o considera. É por isso que Ele disse aos escribas e fariseus: “vocês me honram inutilmente ensinando doutrinas e preceitos que são de homens e não de Deus.” Mat. 15.9.
              Quantas divisões de igreja, quanta dissensão entre irmãos, ditas em nome de Jesus, por causa de questões insignificantes que na verdade eram idiossincrasias e manias de certos crentes. Há muita esquisitice, muita tresvaria, muita loucura, muito delírio sendo cometido em nome de Jesus.
              As talhas eram para purificação? Não tem problemas, Jesus as usa para fazer o vinho da festa. A velha ordem ritualística perde o seu sentido. Ele acaba como o fetichismo dos objetos. Santo é Ele. Santo é o que ele santifica. O homem foi feito para ser servo de Deus não escravo de ritos humanos.
              Deus não está restrito às paredes de um templo. Nem o universo pode conte-lo. Mas Ele faz do homem a sua habitação.
              Jesus usa objetos da purificação para fazer a festa na casa e purifica o templo com um chicote. Na festa Ele faz milagre, no Templo Ele se revolta. Às vezes queremos ensinar a Deus o que é santo e o que é profano. Pedro viveu essa experiência no episódio do lençol conforme está no livro de Atos dos Apóstolos Capítulo 11.
              Chegou ao conhecimento dos apóstolos e dos irmãos que estavam na Judéia que também os gentios haviam recebido a palavra de Deus. Quando Pedro subiu a Jerusalém, os que eram da circuncisão o argüiram, dizendo: Entraste em casa de homens incircuncisos e comeste com eles. Então, Pedro passou a fazer-lhes uma exposição por ordem, dizendo: Eu estava na cidade de Jope orando e, num êxtase, tive uma visão em que observei descer um objeto como se fosse um grande lençol baixado do céu pelas quatro pontas e vindo até perto de mim. E, fitando para dentro dele os olhos, vi quadrúpedes da terra, feras, répteis e aves do céu. Ouvi também uma voz que me dizia: Levanta-te, Pedro! Mata e come. Ao que eu respondi: de modo nenhum, Senhor; porque jamais entrou em minha boca qualquer coisa comum ou imunda. Segunda vez, falou a voz do céu: Ao que Deus purificou não consideres comum. Isto sucedeu por três vezes, e, de novo, tudo se recolheu para o céu. E eis que, na mesma hora, pararam junto da casa em que estávamos três homens enviados de Cesaréia para se encontrarem comigo.
              Creio que esse episódio nos ensina a não querermos tomar o lugar de Deus colocando sobre os outros, fardos inúteis e desnecessários, usos e costumes que não refletem o desejo do coração de Deus, mas, os nossos gostos e as nossas vontades. Deus não tem predileção por calça comprida ou saia. Uma não é mais sagrada do que a outra. A palavra de Deus condena: a exposição do corpo, a roupa sensual, a vaidade.
              Não foi Deus que instituiu o paletó e a gravata. Embora os use não me considero mais santo ou menos pecador por estar usando. Talvez, mais elegante, apesar da protuberância abdominal. Não foi Deus quem estabeleceu que o órgão é mais santo do que a bateria, fomos nós. Jesus, não está preso às convenções humanas, conceitos ou preconceitos. Ele está sempre destruindo essa perigosa e sutil forma de idolatria.

         5. Os grandes eventos da vida de Cristo acontecem em lugares simples, até rústicos.
              Jesus nasce em uma estrebaria é posto numa manjedoura, junto com animais; inicia o seu ministério com um milagre numa humilde casa de uma pequena  aldeia e morre em uma rude cruz fora da cidade... Deus não se impressiona com os vitrais das grandes catedrais. Com os diplomas das grandes universidades, com a pompa das grandes festas. Deus ri da tolice e da vaidade humana.
              Não é no templo de Jerusalém o centro da vida econômica que Jesus nasce e exerce o seu ministério. Grande parte do seu ministério. Jerusalém, é na verdade o lugar do confronto. Ele é morto e sepultado fora dela. Deus não se impressiona com as estatísticas evangelísticas, nem tem compromisso com os títulos ministeriais, ou com as grifes da fé.
              Muitas vezes o seu poder se manifesta nas congregações acanhadas das periferias, os seus milagres acontecem em pequenas reuniões de gente simples e desconhecida, pois a glória só pertence a Ele. Ele não atende aos cartazes que anunciam os seus milagres. Visto que Ele não foi consultado e Ele não obedece a nossa agenda. Ele é livre e soberano.

              Conclusão: a nossa época é a época do espetacular, do mega, do grandes números, das grandes estatísticas. Achamos que as coisas grandes é que são importantes, que as coisas de muito valor é que são importantes. Jesus, porém, vem nos ensinar a buscá-lo e a experimentá-lo nas coisas da nossa vida cotidiana.
              Lavando a louça, passando a roupa, lavando o carro, brincando com os filhos e com os netos. Sorrindo com os amigos, passeando no shopping, conversando com os vizinhos, visitando os irmãos. O Jesus do culto está conosco a cada instante.
              Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens. Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus.      I Coríntios 1.25-29.

(1)     Tessitura – 1. Conjunto de sons que convêm melhor a uma voz ou a um instrumento. 2. Contextura, organização.
(2)     Lúdico – Relativo a, ou que tem caráter de jogos ou divertimentos.
(3)     Soturna – 1. Sombrio, tristonho. 2. Lúgubre, medonho.

Pr. Gualter Guedes

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

JESUS COMO O FILHO DO HOMEM (João Cap. 2)

Algumas igrejas transmitem o ensinamento falso de que Cristo fez milagres na infância, e João 2.1 afirma com clareza que a transformação da água em vinho foi o primeiro milagre que ele realizou. Lembre-se que João registrou esses sinais como a finalidade de provar que Jesus é Deus (Jo. 20.30-31) e para que, assim, as pessoas cressem nele e fossem salvas. Faremos um estudo triplo desse milagre a fim de vermos suas lições: dispensacionais (o retrato do fracasso de Israel), doutrinais (Como o pecador é salvo) e práticas (Como servir a Cristo).

1.       Lições dispensacionais (2.1-12)
O fracasso de Israel – Israel desconhecia o seu próprio Messias. Em 1.26, João Batista afirmou: “No meio de vós, está quem vós não conheceis”.  Esta festa de casamento é um retrato da nação: o vinho acabou, o suprimento das pessoas tinha acabado, contudo o Messias delas estava lá para ajudá-las. As seis talhas eram usadas para as cerimônias de purificação (veja Mc. 7.3-15), todavia  os cerimoniais judaicos não puderam impedir a ruína espiritual da nação. Esta não tinha alegria (na Bíblia, o vinho é um símbolo de alegria – Veja Salmos 104.15 e Juízes 9.13), e nem esperança. O povo tinha cerimoniais externos, mas não tinha nada que satisfizesse seu interior.
Um dia, Cristo trará a alegria de volta a Israel, quando essa nação o receber como seu Rei. Israel se casará de novo com seu Deus (veja Is. 54 e Os 2), e o vinho dessa alegria jorrará livremente, e revelar-se-á a glória de Cristo (Jo. 2.11). Até que chegue esse dia, Cristo  tem de dizer a Israel: “Que tenho eu contigo?” (Jo. 2.4). A nação rejeitou-o e não o receberá até o dia em que ele retornará em glória e em poder.

2.      Lições doutrinais
Como o pecador é salvo. Se observar as notas introdutórias a João, verá que os sete sinais mostram como o pecador é salvo e os efeitos disso em sua vida. O primeiro milagre mostra-nos que a salvação acontece por intermédio da Palavra de Deus. Atente para os símbolos aqui.

A.    Uma multidão sedenta – Esse não é um retrato do mundo perdido de hoje? As  pessoas experimentam os prazeres do mundo, mas não encontram satisfação pessoal e, por fim, afastam o que poderia preenchê-las. A Bíblia convida o pecador sedento a vir a Cristo em busca de salvação e de satisfação (Jo 4.13,14; 7.37; Is 55.1; Ap 22.17).
B.    Talhas Vazias – Elas representam a dureza e o vazio do coração humano. A Palavra de Deus compara o ser humano e um vaso de barro (2 Co 4.7; 2 Tm 2.20,21). Sob o aspecto exterior, a vida do pecado pode parecer encantadora, mas Deus vê o vazio e a inutilidade dela e sabe que, a menos que consiga fazer um milagre divino, isso não mudará.
C.    Cheias de água – Na Bíblia, a água para lavagem é uma imagem da Palavra de Deus. (Veja Ef. 5.26; Jo 15.3) Tudo que os servos tiveram de fazer foi encher as talhas com água, como o servo de Deus enche o coração do descrente com a Palavra do Senhor. Nosso trabalho não é salvar almas mas dar a Palavra às pessoas e deixar Cristo realizar o milagre da salvação.
D.    Água em vinho – Cristo pode realizar o milagre e trazer alegria quando o coração do pecador estiver cheio com a Palavra. Em Atos 8.26-40, Filipe encheu o etíope com a Palavra, e o milagre da salvação aconteceu quando o homem creu. O etíope seguiu seu caminho cheio  de júbilo. Em Jo 1.17, repare na afirmação: “A lei foi dada por intermédio de Moisés”; no Antigo Testamento, transformou-se a água em sangue (Êx. 7.19), um sinal de julgamento. No entanto  Cristo transformou a água em vinho, o que fala de graça e de alegria. O vinho simboliza a alegria do Espírito Santo.
E.    O terceiro dia – Isso prenuncia a ressurreição, já que Cristo ressuscitou dos mortos no terceiro dia, Era o terceiro dia a partir do “dia imediato” (1.43), que vem a ser o quarto dos dias sobre os quais João escreveu no capítulo 1 (dia n° 1 – vv. 19-28; dia n° 2 – vv. 29-34; dia n° 3 – vv. 35-42; dia n° 4 – vv. 43-51). Talvez João, quando escreveu a respeito  dessa primeira semana da “nova criação”, tivesse Gênesis 1 em mente.
F.     O início dos milagres – A salvação é o início dos milagres, pois Deus, depois que a pessoa é salva, realiza um milagre após outro para ela, e os milagres que vivenciamos glorificam a Cristo.

3.      Lições Práticas
       Como servir a Cristo – Todos os que servem a Cristo deviam atentar para as palavras de Maria: “Fazei tudo o que ele vos disser” (2.5). Provavelmente, os servos acharam uma loucura encher as talhas de água, no entanto Deus usa as coisas loucas para envergonhar os poderosos (1 Cor. 1.27). Devemos obedecer a Cristo e levar a Palavra do Senhor aos homens, se quisermos vê-los salvos. O que salva as almas é a pregação e o ensino da Palavra, não recreação ou divertimento. Cristo faz sua parte, se fizermos a nossa.
        Os servos sabiam de onde vinha o vinho, mas as pessoas importantes da festa não sabiam. A pessoa aprende os segredos de Cristo quando lhe serve. (Veja Amós 3.7). Somos servos e amigos de Cristo (Jo. 15.15), e Ele nos conta o que faz. É muito melhor ser um servo de Cristo e participar de seus milagres que sentar à cabeceira no maior banquete.
        Devemos usar todas as oportunidades para servir a Cristo “quer seja oportuno, quer não” (2 Tm 4.2). Na festa de casamento, Jesus trouxe a glória para seu Pai.

                                                                                                                                                                      Pr. Gualter Guedes