terça-feira, 29 de setembro de 2009

AUTOLATRIA – A INIQÜIDADE DO DIABO

1. AUTOLATRIA – Culto de si mesmo; excessiva admiração das próprias ações ou obras.

2. EGOÍSMO – Amor exagerado por si mesmo. O egoísmo é o gérmen do orgulho; este, da própria ruína. Conforme depreendemos de Ezequiel 28, foi exatamente o egoísmo que ocasionou a queda de Lúcifer. Cristo, porém, veio mostrar-nos que, através do altruísmo, podemos ganhar o mundo e a própria eternidade: “Quem perder a sua vida, por amor a mim, acha-la-á”. No Cristianismo não pode haver lugar para o egoísmo.
O egoísmo é uma doença ligada ao ego. É uma inclinação humana que se tem feito sentir em todas as coisas e que domina o palco das atividades hodiernas.
“Refere-se ao apego excessivo a si mesmo e ao que se faz em detrimento dos interesses dos outros” e nos incomoda quando a posição que ocupamos é ameaçada pelo soerguimento de alguém que procura ombrear-se conosco.
A solução para o crente que se vê diante desse problema é o desenvolvimento do espírito de compreensão e solidariedade.
O certo seria verificar se o nosso bem-estar e o nosso êxito estão construídos em detrimento de outros. Se isto está acontecendo, devemos estabelecer um limite nas nossas atividades e explorar outro setor de trabalho de maneira que não prejudique o nosso semelhante.
Talvez alguns, pelos anos de ministério que têm, esqueceram-se de que a humildade é um qualificativo daquele que conseguiu galgar as escadas do sucesso, e hoje, infelizmente, estão doentes com enfermidades ligadas ao ego, como:
a) Egocentrismo - É a tendência de fazer de si mesmo o centro da vida.
b) Egotismo - É a tendência a monopolizar a atenção para a sua própria personalidade, desprezando as opiniões alheias. Só ele está certo.
c) Egolatria – É a adoração ao próprio eu, o culto do eu. É o clímax de todas as doenças. É o caso do homem do pecado (2 Tes. 2.4).
O grande remédio para essas enfermidades é o sangue de Jesus Cristo, e estar crucificado com Ele, para que Ele viva em nós (Gl 3.19,20).

3. ORGULHO – Soberba, presunção. Teologicamente, foi o primeiro sentimento pecaminoso introduzido no Universo. Através dele, o ungido querubim exaltou-se sobremaneira, julgando-se já superior ao mesmo Deus (Ez 28). Na Igreja Católica, é o pecado que encabeça as transgressões capitais.
“A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda” (Pv 16.18).
O orgulho pode se manifestar na vida do obreiro de várias formas, e, por ser uma condenável exaltação do ego, o qual se delicia com o pensamento do ser superior a todos os seus semelhantes”, torna-se “abominação ao Senhor”(Pv. 16.5).
As formas de orgulho são:
a) o espiritual;
b) o intelectual;
c) o material;
d) o social.
Todas essas formas de pecado têm procedência mundana, e não do Pai (1 Jo 2.16).
A soberba ou orgulho busca apenas a glorificação própria, o culto ao próprio “eu”, que emana do coração onde se fixa uma desvairada paixão egoísta de viver superior aos outros, com lazer e conforto excessivos, como ostentar melhores vestimentas, olhar altivo, vida social regalada ou “a vida de vanglória – de presunção, de desejo pelo louvor e pela deferência, pelo deleite de ser considerado importante, de exercer autoridade sobre outros, de estar em primeiro plano; todas as vaidades vazias da moda e dos costumes, dos títulos e ofícios; de uniformes posição, das pequenas imposturas esnobes nas quais coisas os homens caem... Não lhes importa que... perante Deus, nada disso tenha qualquer valor”.
Infeliz é o homem chamado por Deus, vocacionado, à causa do mestre, e que se entrega ao:
3.1 - Orgulho Espiritual - Foi por esse pecado que Lúcifer recebeu a sentença de Deus: “E contudo levado serás ao inferno, ao mais profundo abismo” (Is. 14.15), e “Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; em grande espanto te tornaste, e nunca mais serás para sempre” (Ez 28.19).
A sua soberba, a primeira espiritual do universo, teve início na sua “perfeição em formosura”, estava “estabelecido” e “Perfeito era nos seus caminhos desde o dia em que foi criado”, “até que se achou iniqüidade nele” (Ez 28.12-15). Foi o “eu” que o levou a confiar mais em suas virtudes do que no próprio Criador que o estabeleceu (1 Co 7.20,24), como dizia em seu coração:
- “eu” subirei ao céu (Is. 14.13);
- exaltarei o “meu” trono (Is. 14.13);
- da congregação “me” assentarei (s. 14.13);
- “subirei” acima (Is. 14.14);
- e “serei” semelhante ao Altíssimo (Is. 14.14).
Nós, como este que se tornou o “Diabo”, quando começamos a nos sentir auto-suficientes, é hora de acordar-mos e nos lembrarmos de que o terreno que estamos pisando é movediço, e poderá nos tragar.
A sua ambição não lhe levou a ocupar a posição almejada, antes caiu na profundeza do mundo subterrâneo, foi envergonhado e desonrado em sua morte. E muitos têm entrado por esse mesmo caminho.
O orgulho leva o homem a desprezar o seu próximo, e ser desprezível aos olhos deste. Ele diz, fazendo coro com o antigo e repulsivo fariseu: “Graças te dou, ó Deus, porque não sou como os demais homens...” (Lc 18.11). Só ele tem razão, e todas as suas medidas são justas, e têm de ser aplicadas, ainda, que custem a perdição eterna do seu “algoz”. Só as suas orações são ouvidas, e os seus conselhos têm de ser acatados. Mas Deus abomina esse tipo de orgulho espiritual “pelo fato de pensar ele ser bom e justo a seus próprios olhos. É o caso daquele que está vestido de trapos imundos a pensar que é o homem mais bem vestido deste mundo” (Ver Tiago 4.6).

3.2 - Orgulho Intelectual – “Ser sábio aos próprios olhos” (Rm 12.16) é a qualidade de orgulho que se manifesta em forma de arrogância perante as pessoas menos iletradas e dos oprimidos. Não foi assim com Jesus Cristo, “que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus” (Fp 2.6). Que sentimento! Antes, “aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens” (v.7). Aquele que estava com o Arquiteto do universo, quando este era projetado (Pv 8.22-31), Não se jactava de seus feitos na presença dos oprimidos (Mt 8.4), porque a soberba é inimiga do Evangelho. Sua confiança estava em Deus (Jo 11.41).
Quão difícil foi para Festo (At 26.28) sentir o toque do Espírito Santo em seu coração para tornar-se um cristão e ter que disfarçar o seu orgulho, por ser rei. Jamais aceitaria um Evangelho que foi dados aos “pobres de espírito”. Sua soberba lhe custou uma eternidade sem Deus... era muito sábio... E o que dizer de Naamã? (2 Rs 5.1-14). O preço da sua humilhação foi a cura da lepra do seu corpo, quiçá de seu espírito. Através da humildade e da mansidão, podemos ser “exaltados soberanamente” (Fp 2.9).
O apóstolo Paulo é o exemplo de sabedoria, e não se gloriava nela (1 Co 1.17-19), “porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens” (v. 25). Antes, gloriava-se no Senhor (v.13).
3.3 - Orgulho Material – A soberba proveniente dos bens materiais pode levar o homem a esquecer-se de Deus, à ruína e à perdição, como disse Paulo a Timóteo: “Os que querem tornar-se ricos, caem em tentação e em laço, e em muitos desejos insensatos e nocivos, os quais arrastam os homens à ruína e à perdição” (I Tm 6.9).
Mas o perigo não está em ser rico neste mundo: Abraão, Jó, Salomão e muitos outros o foram, mas em colocar o coração na riqueza (Mt 6.21; Lc 12.20).
O verdadeiro sentimento de ser rico é “possuindo tudo, como nada tendo”, “como pobres, mas enriquecendo a muitos” (2 Co 6.10), porque “na soberba trazida por bens materiais, entroniza-se o ego em vez de Deus. As coisas secundárias são exaltadas a um lugar de primeira importância, e a vida se desequilibra. Então, concentra-se naquilo que tem e não naquilo que é, aos olhos de Deus. “ A soberba material tende a levar o homem para a cobiça.”
Feliz é o crente que, tendo acumulado riquezas neste mundo, não esquece do seu dízimo integral (Ml 13.10); dos mais necessitados: “Quem pois tiver bens no mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as entranhas, como estará nele o amor de Deus?” (I Jo 3.17; At 4.34,35); das construções dos templos; das viúvas e dos órfãos; dos missionários e dos grandes projetos que edificam o reino de Deus.

4. “ANDES HUMILDEMENTE COM TEU DEUS” (Mq 6.8)
Assim como todo o pecado significa rebelião e insubordinação diante de Deus e a sua majestade, assim também a salvação denota humilhação (Tg 4.10)
4.1 - O crente deve andar humildemente! (Mq 6.8) – A salvação é um andar na presença de Deus, conforme a sua vontade, e não segundo a carne (Rm 8.4). Como se expressa esta humildade?
a. O que é humilde, quer de coração obedecer a Deus (Rm 6.16,17). Ele foi eleito por Deus para obedecê-lo (1 Pe 1.2).
b. O que é humilde, dá glória a Deus por tudo. Ele sabe que tudo o que possui foi recebido de Deus (1 Co 4.7) e tudo que fazemos é pela graça de Deus (1 Co 15.10) e assim só Ele merece todo o louvor.
c. O humilde vê apenas a sua própria pequenez e insuficiência (Mt 5.3; Ap 2.9). Por isto ele recebe poder de Deus, o qual se aperfeiçoa em fraqueza (2 Co 12.9,10). Todos os que Deus usa sentem-se pequenos, como João Batista (Jo 3.30), ou Jeremias (Jr 1.6,7), Salomão (1 Rs 3.7). Deus tem promessas especiais para os pequenos: Is 41.14,15; Lc 12.32.
4.2 - Como ser humilde? A Bíblia responde: “Humilhai-vos debaixo da potente mão de Deus” (1 PE 5.6; Tg 4.10). Quando nós buscamos a Deus de coração, pedindo humildade, dispostos a entregar-lhe toda a nossa vida e pedir perdão pelas nossas faltas, dispostos a obedecê-lo em tudo, então Ele, que habita na eternidade, cujo nome é santo, habita “com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o coração dos contritos” (Is 57.15). A Bíblia diz: “Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus” (Sl 51.17). Amém.

Pr. Gualter Guedes

2 comentários:

  1. Deus se deslumbrou de sua criação.E o que é uma obra?A capacidade de sentir o que se tem em si, dentro de si, é uma obra.

    o que sai de si... é uma obra

    e o que é uma obra...?

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  2. Primeiramente ao adentrar nesta página reconheço seu valor e a importância de seu autor para a nobre causa do Senhor Jesus Cristo.
    Dito isso, quero convidar você que está lendo estas minhas palavras, a prestar um pouco mais de atenção as revelações do Espírito Santo Verdadeiro em nossos dias.
    Por se tratar de um assunto de interesse universal, pediria sua amável atenção, em uma breve, mais com certeza, produtiva visita ao nosso blog, onde estão depositadas Revelações do Senhor Jesus Cristo, para as quais peço encarecidamente que nos ajude a divulgar. Pois estamos vivenciando um memento muito sensível da palavra profética. Desde já suplico as bênçãos do Pai, do Filho e do Espírito Santo Verdadeiro sobre todo aquele que atender esse nosso chamado em nome do Senhor Jesus Cristo. Clique em martins111 - João Joaquim Martins. OU http://joaorevela.blogspot.com/

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